Silêncio organizacional: um estudo de caso no terceiro setor

Ao dividir as funções desempenhados no trabalho em uma organização, cria-se também uma separação entre as pessoas das quais são constituídas. Se não cuidadosamente gerenciada, tal distância entre planejadores e executores (BRESSER-PEREIRA; PRESTES MOTTA, 1986), ou operários e donos, ou colaboradores...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Maldos, João Pedro Azevedo
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/32385
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/10438/32385
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Leadership
People management
Organizational silence
Liderança
Gestão de pessoas
Silêncio organizacional
Administração de pessoal
Comunicação nas organizações
Cultura organizacional
Comportamento organizacional
Administração de empresas
Descrição
Resumo:Ao dividir as funções desempenhados no trabalho em uma organização, cria-se também uma separação entre as pessoas das quais são constituídas. Se não cuidadosamente gerenciada, tal distância entre planejadores e executores (BRESSER-PEREIRA; PRESTES MOTTA, 1986), ou operários e donos, ou colaboradores e chefes, tende a dificultar a obtenção de essenciais informações para tomadas de decisão acerca do futuro da organização. A Organização brasileira do terceiro setor em evidência neste estudo foi selecionada por seu histórico de atuação na proteção dos direitos humanos e do meio ambiente, desde a década de 90 atuando nacionalmente e localmente junto a comunidades parceiras. Busca-se neste estudo identificar se a Organização selecionada se encontra neste estado paradoxal, no qual seus colaboradores detêm informações cruciais para a solução de problemas, mas não falam abertamente com seus chefes – também conhecido como Silêncio Organizacional (MORRISON; MILLIKEN, 2000). Investigou-se também quais poderiam ser as ideias que o sustentam, conhecidas como Vozes Implícitas (DETERT e EDMONDSON, 2011). Foram realizadas vinte e cinco entrevistas semiestruturadas virtuais com colaboradores da Organização, à procura de vestígios da existência do Silêncio Organizacional, e das Vozes Implícitas que poderiam estar o nutrindo. Desta forma, o estudo contribui com o desenvolvimento da Organização e das pesquisas sobre administração, provendo indícios de quais são os desafios para que gestores e líderes superem os recorrentes equívocos nos processos de comunicação interna e aproximem-se de seus colaboradores e liderados.