A invenção de Caicó carnavalesca nas batalhas da memória (1980-2009)
O presente estudo objetiva historicizar um problema, qual seja: como foi possível que Caicó passa se a ser nomeada como Cidade Carnavalesca num curto período de tempo que compreende dos anos finais da década de 80 do século passado ao ano 2009 deste século? Neste sentido, o presente trabalho busca a...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/7880 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7880 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Memória Caicó Invenção Carnaval |
| Sumario: | O presente estudo objetiva historicizar um problema, qual seja: como foi possível que Caicó passa se a ser nomeada como Cidade Carnavalesca num curto período de tempo que compreende dos anos finais da década de 80 do século passado ao ano 2009 deste século? Neste sentido, o presente trabalho busca apresentar quais foram as condições históricas de possibilidade deste deslocamento. Os festejos carnavalescos da cidade, a partir de um determinado momento da história de Caicó passam a ser apresentadas como acontecimentos espetaculares da e na história da cidade, ou pelo menos é isto que alguns discursos querem fazer crer. Buscamos, portanto, historicizar a invenção desta festa, tentando mostrar as relações de e entre poder e saber que se encontram na sua fundação. Buscando mostrar que são produtos de interesses políticos, econômicos, sociais e culturais de variadas instituições e segmentos da sociedade local, que são efeitos de relações de forças que põe em jogo e movimentam estratégias que tentam articulá-las ao nome e a imagem da própria cidade. E que para se instituírem tentam a todo custo silenciar, mascarar, embotar ou até mesmo matar aqueles que se colocam como o outro nas correlações de força com que se defrontam. Analisamos os discursos, os agentes e as instituições que disputam a produção de uma memória hegemônica sobre os festejos da cidade |
|---|