Um intelectual caipira na cidade: a trajetória de Mário Neme e sua gestão no Museu Paulista

Com este trabalho se pretende traçar a trajetória intelectual de Mário Neme (1912-1973), dando destaque para sua atuação como diretor do Museu Paulista, entre 1960 e 1973. Intelectual autodidata de Piracicaba, que na capital, São Paulo, construiu sua história de sucesso profissional e militância a f...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Tathianni Cristini da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08012015-162434
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-08012015-162434/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Intelectual
Intellectual
Intellectual trajectory
Mário Neme
Museologia
Museology
Museu Paulista
Trajetória Intelectual
Descripción
Sumario:Com este trabalho se pretende traçar a trajetória intelectual de Mário Neme (1912-1973), dando destaque para sua atuação como diretor do Museu Paulista, entre 1960 e 1973. Intelectual autodidata de Piracicaba, que na capital, São Paulo, construiu sua história de sucesso profissional e militância a favor da cultura e da liberdade política, Neme foi jornalista durante praticamente toda sua vida, escrevendo para diversos periódicos. Sempre inconformado e ativo, ajudou a criar a Associação Brasileira de Escritores, figurando na luta pela profissionalização do escritor, bem como no movimento opositor ao Estado Novo. Foi também contista, autor de peça teatral e historiador, obtendo reconhecimento em suas atividades. Como funcionário público, iniciou carreira concursado para a Câmara, mas devido ao golpe de 1937, foi trabalhar no Departamento de Cultura, assumindo a Revista do Arquivo Municipal. Passou por muitos outros cargos, até chegar ao Museu Paulista, como seu diretor. Foi na direção do museu que escreveu suas obras maduras, mas lá sofreu novo revés ao ver instalado novamente um golpe contra o governo, desta vez, pelos militares. Explorando o estudo de sua vasta rede de sociabilidade, argumenta-se aqui que Mário Neme foi um intelectual de transição, entre aqueles sem formação universitária e os \"moços\" que vivenciaram uma das primeiras universidades do país, a Universidade de São Paulo. Assim, esta tese trata da trajetória de um intelectual em processo complexo de desaparecimento, mas que se torna diretor, entre os anos 1960 e 1970, de uma das maiores instituições culturais de uma cidade transformada em metrópole pelo trabalho de seus imigrantes e migrantes, fossem eles operários da construção civil ou operários das letras que vinham do interior do estado, dentre muitos outros. Demonstra-se aqui que Mário Neme foi, como diretor, decisivo para o processo de renovação museológica do Museu Paulista