Seed priming com Ulva Lactucal L. em sementes cultivadas em análogos de regolito lunar e marciano

Com a realidade iminente do estabelecimento humano em bases lunares emarcianas é premente a necessidade de implantação de cultivo de alimentos nestes ambientes através da otimização de recursos disponíveis, como o regolito lunar e o marciano a fim de compatibilizar os sistemas biológicos com estes r...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Jéssica Carneiro
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Marinha do Brasil (MB)
Repositório:Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.repositorio.mar.mil.br:ripcmb/846009
Acesso em linha:https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/846009
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:regolith simulant
plants in space
seed priming
regolith-based agriculture
biostimulant
Biotecnologia marinha
Descrição
Resumo:Com a realidade iminente do estabelecimento humano em bases lunares emarcianas é premente a necessidade de implantação de cultivo de alimentos nestes ambientes através da otimização de recursos disponíveis, como o regolito lunar e o marciano a fim de compatibilizar os sistemas biológicos com estes recursos locais. Além disso, a economia marciana e a lunar dependerão do cultivo e da comercialização de recursos alimentares de baixo custo obtidos através de biotecnologias sustentáveis. Extratos de macroalgas são considerados promissores para serem usados como seed priming antes da semeadura para germinação mais rápida e uniforme. O presente trabalho avaliou o efeito de diferentes concentrações de farinha de Ulva lactuca L. na germinação e no crescimento de Capsicum annuum L., Lactuca sativa L., Cicer arietinum L. e Pisum sativum L. em simuladores de regolito marciano e lunar. As sementes foram cultivadas em câmaras de ambiente controlado e irrigadas com solução de farinha de U. lactuca. A análise qualitativa de U. lactuca foi realizada para fins de conhecimento de seus bioativos, pela presença de alcalóides, terpenóides, fenol, saponinas, flavonoides, quinina e esteroides que estão presentes no metabolismo secundário de Ulva e são importantes vias metabólicas para a formação de fitormônios. No regolito marciano, o melhor tratamento para germinação de sementes de ervilha e grão de bico foi de 0,2 g. L -1 (p =< 0,001; p= 0,006), bem como na emergência de plântulas. No regolito lunar, as sementes de ervilha apresentaram picos de germinação em ambos os tratamentos (0,2 g. L -1 p= < 0,001 e 0,4 g. L -1 p= 0,001) em relação ao controle, assim como as sementes de grãos de bico (0,2 g.L -1 p= 0,002 e 0,4 g. L -1 ; p= 0,008). A porcentagem de germinação de sementes de alface cultivadas em regolito lunar foi melhor em 0,2 g.L -1 em relação ao controle (p= 0,010). Para as demais sementes, não houve diferença significativa. Indicamos o uso de farinha de U. lactuca como bioestimulante, pela presença de reguladores de crescimento de plantas (PGRs) que melhoram a germinação e emergência de plântulas sob condições estressantes.