Cartografias do espaço: as narrativas de Cormac McCarthy traduzidas no cinema

Esta tese faz uma cartografia do espaço do Oeste a partir dos romances All the pretty horses (1992), No country for old men (2005) e The road (2006), de Cormac McCarthy, e das respectivas adaptações fílmicas baseadas nas obras do escritor estadunidense. Inscrito como o principal espaço na cultura do...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Nunes, Francisco Romário
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42220
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42220
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Oeste
Espaço
Literatura
Cinema
Cormac McCarthy
Literatura americana - História e crítica
Cinema e literatura
Adaptações para o cinema
McCarthy, Cormac, 1933- - Crítica e interpretação
McCarthy, Cormac, 1933- . All the pretty horses
McCarthy, Cormac, 1933- . No country for old men
McCarthy, Cormac, 1933- The road
Espaço e tempo na literatura
Estados Unidos, Oeste
West
Space
Literature
Descripción
Sumario:Esta tese faz uma cartografia do espaço do Oeste a partir dos romances All the pretty horses (1992), No country for old men (2005) e The road (2006), de Cormac McCarthy, e das respectivas adaptações fílmicas baseadas nas obras do escritor estadunidense. Inscrito como o principal espaço na cultura dos Estados Unidos, o Oeste é caracterizado como um espaço-rizoma (DELEUZE; GUATTARI, 2011), uma paisagem fronteiriça que se traduz em múltiplos imaginários no atravessamento da palavra com a imagem. McCarthy constrói esta geografia nas suas obras como uma extensão da própria linguagem, que se desdobra em um território de pertencimento e deslocamentos de identidade. O autor também desvela a transformação do espaço da fronteira e sua influência na erosão humana. Assim, a tese questiona como os filmes traduzem este espaço e recriam a iconografia do Oeste presente nos romances e parte do pressuposto de que as adaptações extraem do gênero western procedimentos narrativos para reescrever e ressignificar as obras literárias, estabelecendo novos discursos e figurações dramáticas comparados aos textos de partida. Sob efeito da mitologia do Oeste, a literatura e o cinema ativam discursos e significados que contribuem para que o imaginário desse espaço permaneça em expansão na contemporaneidade. Nesse contexto, a pesquisa faz-se em diligência, conectando os pontos conceituais como um mapa aberto com o objetivo de produzir uma crítica entre a teoria, o texto literário e a imagem fílmica. Para isso, o jogo conceitual parte da leitura teórica do espaço literário com as contribuições de Bachelard (2008), Bakhtin (1998), Foucault (2015), Harvey (2014), entre outros, e estabelece conexões com os estudos fílmicos, na perspectiva dos autores Aumont (2004; 2012a; 2012b), Casetti e di Chio (2007), Bordwell e Thompson (2013), Jacobs (1977), Burch (2011) e Cruz (2004; 2014). Com este mapa em mente, o espaço do Oeste entra em cena através de Worden (2016), Frye (2016) e Shohat e Stam (2006). Na mesma linha, a fortuna crítica de McCarthy, representada por Owens (2000) Ellis (2006) e Peebles (2017), organiza a diligência textual. Assim, as análises dos textos literários e fílmicos concentram-se dentro de uma perspectiva intermidiática e intertextual, em que os domínios do espaço do Oeste são mapeados em ambos os sistemas de linguagem. Por fim, a pesquisa identifica que os filmes All the pretty horses e The road operam ressignificações para reativar o senso de pertencimento e redenção, respectivamente, dos personagens em relação ao espaço. No country for old men, porém, traduz o romance de McCarthy reforçando o sentimento de perda e impotência do homem do Oeste, reescrevendo o gênero western no cinema contemporâneo.