Liver steatosis as a predictor of incident diabetes in adults: a prospective evaluation in the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil)

Evidências epidemiológicas crescentes sugerem uma relação bidirecional entre a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e o diabetes tipo 2 e que a DHGNA pode preceder e/ou promover o desenvolvimento de diabetes. O objetivo deste estudo foi investigar se a esteatose hepática está associada à...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Luciana Costa Faria, Maria de Fátima Haueisen Sander Diniz, Luana Giatti, Maria Inês Schmidt, Alessandra Carvalho Goulart, Bruce Bartholow Duncan, Sandhi Maria Barreto
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repository:Repositório Institucional da UFMG
Language:English
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/79826
Online Access:https://doi.org/10.1590/0102-311XEN090522
http://hdl.handle.net/1843/79826
https://orcid.org/0000-0002-0226-3491
https://orcid.org/0000-0001-9146-5003
https://orcid.org/0000-0001-5454-2460
https://orcid.org/0000-0002-3837-0731
https://orcid.org/0000-0003-1076-5210
https://orcid.org/0000-0002-7491-2630
https://orcid.org/0000-0001-7383-7811
Access Level:Open access
Keyword:Non alcoholic fatty liver disease
Diabetes mellitus type 2
Incidence
Obesity
Hepatopatia Gordurosa não Alcoólica
Diabetes Mellitus Tipo 2
Incidência
Obesidade
Description
Summary:Evidências epidemiológicas crescentes sugerem uma relação bidirecional entre a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e o diabetes tipo 2 e que a DHGNA pode preceder e/ou promover o desenvolvimento de diabetes. O objetivo deste estudo foi investigar se a esteatose hepática está associada à incidência de diabetes no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). O ELSA-Brasil é um estudo de coorte ocupacional com servidores públicos ativos ou aposentados, com idades entre 35 e 74 anos, de seis capitais do Brasil. Foram excluídos os participantes com diabetes no início do estudo, aqueles que relataram consumo excessivo de álcool ou com falta de informações sobre covariáveis relevantes e indivíduos com hepatite ou cirrose autorreferida. No total, 8.166 indivíduos participaram e o tempo médio de seguimento foi de 3,8 anos. O modelo de regressão proporcional de Cox foi utilizado para estimar a razão de risco (HR) ajustada para as associações. A ultrassonografia abdominal foi utilizada para detectar esteatose hepática. No período de seguimento, a incidência cumulativa de diabetes foi de 5,25% em todo o grupo de participantes e de 7,83% e 3,88% nos grupos com e sem esteatose hepática, respectivamente (p < 0,001). Em comparação com aqueles sem esteatose, os indivíduos com esteatose hepática apresentaram um risco elevado de desenvolver diabetes (HR = 1,31; IC95%: 1,09-1,56) após o ajuste para potenciais fatores de confusão, incluindo o índice de massa corporal (IMC). A esteatose hepática foi um preditor independente de diabetes incidente no ELSA-Brasil. Os médicos devem incentivar mudanças no estilo de vida e a triagem para diabetes para pacientes com fígado gorduroso.