Natureza Barata e Desigualdade Hidrossocial no Capitaloceno

O advento do Antropoceno tem fomentado inúmeras querelas entre correntes de pensamento sobre as causas e consequências dessa nova era para o planeta e para a humanidade, diante do iminente esgotamento e aprofundamento da distribuição desigual dos recursos naturais. Neste ensaio teórico crítico, prop...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Borinelli, Benilson, Coltro, Fabio, Rowiechi, Josiane, Silva , Kauana Rosa da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Repositorio:Gestão & Conexões
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufes.br:article/32045
Acceso en línea:https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/32045
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Desigualdade
Ciclo Hidrossocial
Capitaloceno
Antropoceno
Organizações
Crise Ecológica
Água
Descripción
Sumario:O advento do Antropoceno tem fomentado inúmeras querelas entre correntes de pensamento sobre as causas e consequências dessa nova era para o planeta e para a humanidade, diante do iminente esgotamento e aprofundamento da distribuição desigual dos recursos naturais. Neste ensaio teórico crítico, propomos a noção de desigualdade hidrossocial como uma leitura alternativa da desigual apropriação física, discursiva e política da água sob a lógica capitalista. Para isso, recorremos, fundamentalmente, às contribuições do Capitaloceno, mais especificamente às ideias de Ecologia Mundo Capitalista e de Natureza Barata, e do ciclo hidrossocial. A noção de desigualdade hidrossocial permite atualizar e ampliar o marco analítico temporal, espacial e material da crise hídrica. A apropriação e distribuição assimétrica do “ciclo hidrológico” e de externalidades, com a submissão cada vez maior do ciclo hidrossocial à lógica neoliberal e estatal, tende a exacerbar as modalidades de desigualdade, injustiças, conflitos, violências de uma crise de grandes proporções.