Avaliação da redistribuição postmortem de opiáceos através de determinação em humor vítreo e sangue cardíaco e periférico humanos

O uso abusivo de substâncias psicoativas cresce a cada dia em diferentes segmentos da sociedade mundialmente. Aumentos significativos no número de ocorrências de óbito com envolvimento de tais substâncias têm sido reportados nas últimas décadas. A classe dos opiáceos está figurada entre as substânci...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sanches, Livia Rentas
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-27082013-184438
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9141/tde-27082013-184438/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Distribuição postmortem
Espectrometria de massas
Humor vítreo
Mass spectrometry
Opiáceos
Postmortem redistribution
Sangue total
Total blood
Vitreous humor
Descripción
Sumario:O uso abusivo de substâncias psicoativas cresce a cada dia em diferentes segmentos da sociedade mundialmente. Aumentos significativos no número de ocorrências de óbito com envolvimento de tais substâncias têm sido reportados nas últimas décadas. A classe dos opiáceos está figurada entre as substâncias de maior prevalência nesse contexto. Em toxicologia forense, análises toxicológicas conduzidas em amostras postmortem podem auxiliar se substâncias químicas tiveram influência no óbito. A realização dessas análises e interpretação dos resultados obtidos nesses casos é bastante complexa devido à deterioração sofrida pelos cadáveres, e também pela ocorrência de um fenômeno denominado redistribuição postmortem, responsável pela transferência de substâncias após a morte a favor de gradiente de concentração. Em geral, as substâncias são transferidas de órgãos como fígado, coração, pulmões, e trato gastrointestinal, para locais de menor concentração, afetando principalmente o sangue da região central e órgãos adjacentes. O humor vítreo, apesar de considerado um espécime não-convencional, pode ser bastante útil, principalmente em casos onde não há amostras sanguíneas disponíveis para coleta. Esse espécime se apresenta como uma matriz menos propensa à decomposição bacteriana, além de ser menos afetado pela redistribuição postmortem por sua localização mais afastada dos sítios centrais. Desta forma, um método para quantificação de opiáceos (morfina livre e total, codeína e 6-acetilmorfina) em sangue (cardíaco e periférico) e em humor vítreo humanos coletados postmortem foi desenvolvido e validado. O método mostrou ser preciso, eficiente e sensível, com limite de quantificação de 10 ng/ml. Amostras de 7 casos postmortem com envolvimento de opiáceos foram analisadas com o intuito de verificar correlação nas concentrações entre os sítios, e possível ocorrência do fenômeno de redistribuição.