Estudos das propriedades químicas do vasodilatador e antioxidante dipiridamol e seus derivados: decomposição térmica
O dipiridamol (DIP), 2,6-bis-(bis-(2-hidroxietil)-amino)-4,8-dipiperidinopirimido[5,4-d]pirimidina, é um composto utilizado em clínica médica como vasodilatador coronariano. Ele apresenta efeito antioxidante em sistemas de membrana e atividade coativadora para compostos antitumorais. Neste trabalho,...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2004 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-30102025-171616 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-30102025-171616/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | antioxidant antioxidante chemical properties decomposição térmica dipiridamol dipyridamole propriedades químicas thermal decomposition vasodilatador vasodilator |
| Sumario: | O dipiridamol (DIP), 2,6-bis-(bis-(2-hidroxietil)-amino)-4,8-dipiperidinopirimido[5,4-d]pirimidina, é um composto utilizado em clínica médica como vasodilatador coronariano. Ele apresenta efeito antioxidante em sistemas de membrana e atividade coativadora para compostos antitumorais. Neste trabalho, estudou-se o comportamento térmico do dipiridamol e de seus derivados, RA25 e RA47. A decomposição térmica foi avaliada por análises termogravimétricas (TG), seguidas pela análise do resíduo por métodos espectroscópicos. A perda inicial de aproximadamente 35% da massa do DIP foi monitorada em um processo isotérmico, e o resíduo resultante foi submetido a análises por RMN de próton e carbono, absorção óptica, emissão de fluorescência e cromatografia. Diferentemente do processo de oxidação eletroquímica, no qual a fluorescência do DIP é completamente perdida, o aquecimento isotérmico a 305 ºC produz novos produtos com bandas de absorção e emissão deslocadas para menores comprimentos de onda (máximos em 370 nm e 275 nm), em comparação com o DIP original (máximos em 400 nm e 290 nm). As análises de RMN indicam que os grupos piperidínicos são provavelmente um dos sítios de modificação, pois os picos de ressonância correspondentes não aparecem nos espectros de próton e carbono. As análises cromatográficas por HPLC revelam a presença de três compostos majoritários, com maior polaridade em relação ao DIP. Os espectros de massas indicam que dois desses compostos são isômeros e apresentam propriedades similares. A decomposição isotérmica do DIP, na temperatura estudada, permite que o anel pirimido-pirimidínico permaneça inalterado, ocorrendo modificações apenas nos substituintes do anel. A estrutura do DIP e de seus derivados apresenta em comum um anel pirimidínico heteroaromático, responsável pelas características de absorção e emissão de fluorescência, que variam tanto com a protonação quanto com a polaridade do meio. As diferenças entre as moléculas estão nos substituintes do anel. Um estudo baseado em técnicas espectroscópicas é apresentado neste trabalho, com o objetivo de contribuir para o entendimento do equilíbrio de protonação em meio orgânico. Experimentos de supressão de fluorescência dos compostos, utilizando ácido trifluoroacético (TFA) como supressor em acetonitrila (ACN) e dimetilsulfóxido (DMSO), mostraram uma diminuição da intensidade de fluorescência com o aumento da concentração do ácido, acompanhada de um deslocamento das bandas de absorção para menores comprimentos de onda. |
|---|