A crise da educação especial: uma reflexão política e antropológica

Em face das crescentes exigências pela implementação da Educação Inclusiva, proclamada como “Educação para Todos”, independentemente da natureza ou severidade das necessidades educacionais especiais que possam apresentar determinados alunos, este trabalho analisa a concepção de homem, sociedade e ed...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ross, Paulo Ricardo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1999
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Repositorio:Educar em Revista
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.ufpr.br:article/2062
Acceso en línea:https://revistas.ufpr.br/educar/article/view/2062
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Educação Especial; Educação Inclusiva; Necessidades Especiais; Special Education; Inclusive Education; Special Needs.
Descripción
Sumario:Em face das crescentes exigências pela implementação da Educação Inclusiva, proclamada como “Educação para Todos”, independentemente da natureza ou severidade das necessidades educacionais especiais que possam apresentar determinados alunos, este trabalho analisa a concepção de homem, sociedade e educação, apresentada por professores da rede pública e privada – Ensino Fundamental e Médio – em relação a essas necessidades ditas especiais. Pode-se afirmar que as crises do Estado e da Educação Especial coincidem com a supremacia e o império do mercado cujas leis desconsideram a História, a Política, o Humano e as desigualdades sociais tomando-as, simplesmente, como naturais. A apologia do mercado, a ênfase à competição e a redução do cidadão às categorias de consumidor ou de oneroso para o Estado são escamoteadas em nome da proclamação da solidariedade civil e da organização econômica socialmente responsável. Abstract Due to increasing demand for the Inclusive Education implementation, named as “Education for everyone”, no matter what kind of special educational needs some students might have, this paper analyses men´s concepts, society and education, presented by teachers from public and private schools – Primary School and High School – based upon the so called “ special needs”. State and Special Education crises coincide with the supremacy of market whose laws are not concerned with History, Politics, the Human Being and Social Prejudice, and consequently taking them for granted. Market apology, competition emphasis and the citizen considered just as a consumer and costly to the State are disguised in the name of a civil solidarity and responsible for a socially economic organization.