Crítica ao paradigma da diferença identitária dos corpos: transgressão de gênero como ruptura ética

Esta tese analisa e discute o problema da identidade de gênero e a sexualidade como temas transversais ao currículo escolar. Focaliza como questão central os corpos desviantes, particularmente os transgêneros, como agenciadores de uma crítica ao governo identitário das diferenças na escola. Para tan...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Falchi, Cinthia Alves [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/180730
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/180730
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Governamentalidade
Sexualidade
Corpo
Transgênero
Escola
Governmentality
Sexuality
Body
Transgender
School
Descripción
Sumario:Esta tese analisa e discute o problema da identidade de gênero e a sexualidade como temas transversais ao currículo escolar. Focaliza como questão central os corpos desviantes, particularmente os transgêneros, como agenciadores de uma crítica ao governo identitário das diferenças na escola. Para tanto, entre o espaço acadêmico e nossa experiência singular de professor, testemunhamos nossas próprias buscas acerca da identidade e das diferenças gênero dentro desse (cis)tema binário de vidas e corpos, ressaltando o comum durante todo o trajeto percorrido. Reconstruindo esse testemunho, enfocamos corpos trans que transgridem as normalizações habitualmente estabelecidas a partir do paradigma da diferença identitária dos corpos. De narrativas de pessoas transgêneras até nosso próprio testemunho, vislumbramos nesse percurso um comum ingovernável, que se apresenta como um ethos e possibilita uma ruptura (cis)têmica, emergindo como um acontecimento e como um foco de resistência ao governo identitário dos corpos produzidos pela escola. Nessa trajetória partimos da perspectiva foucaultiana de intelectual específico para fazer um relato de si, em diálogo com as obras de Paul Beatriz Preciado, Judith Butler e Letícia Lanz, que deram foco à questão da transgeneridade. Assim, procuramos problematizar a binarização dos corpos pela biopolítica neoliberal com vista a naturalizá-los e argumentamos pela tese da não-binaridade dos corpos trans, como ethos, facultando uma ruptura ética na formação humana e exigindo uma reconfiguração da discussão do gênero e da sexualidade como tema transversal do currículo escolar.