The violence in everyday of prostitution of women: invisibility and ambiguities

OBJETIVO: desvelar o sentido da violência no cotidiano da prostituição feminina. MÉTODO: utilizou-se abordagem fenomenológica de Martin Heidegger. A pesquisa foi realizada em Teresina, Piauí, Brasil, com 11 mulheres, membros da Associação das Prostitutas do Piauí. Os dados foram produzidos por meio...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Moreira, Isabel Cristina Cavalcante Carvalho, Monteiro, Claudete Ferreira de Souza
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista Latino-Americana de Enfermagem (Online)
Idioma:inglés
portugués
español
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/48637
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/48637
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Prostituição
Violência
Mulheres
Enfermagem
Prostitución
Violencia
Mujer
Enfermería
Prostitution
Violence
Women
Nursing
Descripción
Sumario:OBJETIVO: desvelar o sentido da violência no cotidiano da prostituição feminina. MÉTODO: utilizou-se abordagem fenomenológica de Martin Heidegger. A pesquisa foi realizada em Teresina, Piauí, Brasil, com 11 mulheres, membros da Associação das Prostitutas do Piauí. Os dados foram produzidos por meio da entrevista aberta, conduzida por um roteiro com perguntas acerca da vivência como prostituta e sua relação com a violência. RESULTADOS: os relatos evidenciaram ser a prostituição uma atividade de risco, na qual a violência de gênero é um fenômeno presente. Nesse mundo relacional, prostituição e violência se entrelaçam em face de negociações estabelecidas entre a mulher e o homem, com contratos formalizados às escuras, verbalmente, sem testemunhas e cujo objeto de contrato é a própria mulher, com a finalidade de proporcionar prazer sexual ao contratante. Por meio da análise interpretativa, foi possível compreender que o vivido da violência leva a mulher a permanecer nesse cotidiano no qual estão presentes o temor, a inautenticidade e a ambiguidade. CONCLUSÕES: o vivido da violência desvela relações de dominação e afirmação do poder masculino, manifestadas por violência física, psicológica, moral e sexual. O estudo avança no conhecimento científico, ao mostrar que a violência contra a mulher, em situação de prostituição, precisa ser compreendida como processo factual, assim como pelo sofrimento vivido por ela.