Helmintos de Leporinus obtusidens (Valenciennes, 1837) (Characiformes, Anostomidae), um peixe de importância comercial no Lago Guaíba, RS, Brasil
Leporinus obtusidens se distribui em regiões tropicais e subtropicais da América do Sul e no Rio Grande do Sul pode ser encontrada no Lago Guaíba, sendo uma das espécies mais comercializadas por pescadores da região metropolitana de Porto Alegre devido a sua abundância, bem como importância econômic...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2015 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/196944 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/196944 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Leporinus obtusidens Parasitologia Helmintofauna Guaíba, Lago (RS) |
| Summary: | Leporinus obtusidens se distribui em regiões tropicais e subtropicais da América do Sul e no Rio Grande do Sul pode ser encontrada no Lago Guaíba, sendo uma das espécies mais comercializadas por pescadores da região metropolitana de Porto Alegre devido a sua abundância, bem como importância econômica e sabor da carne. A importância comercial da piava no Rio Grande do Sul e a existência de poucos estudos parasitários sobre esta espécie de peixe motivou o presente estudo que teve como objetivos conhecer a helmintofauna de L. obtusidens no Lago Guaíba, seus índices parasitários e a estrutura da comunidade componente dos helmintos. Para isso, sessenta piavas foram coletadas por pescadores profissionais em 2013 e necropsiadas no Laboratório de Helmintologia da UFRGS. Lâminas permanentes foram montadas e os helmintos foram identificados e/ou determinados com auxílio de chaves dicotômicas específicas para cada grupo. No total, 2.376 espécimes foram coletados, destes 1.720 foram classificados como endoparasitos e os restantes 656 como ectoparasitos. Dezesseis espécies de helmintos foram encontradas em L. obtusidens do Lago Guaíba. Entre os trematódeos, foi coletada uma espécie não determinada de Aspidogastridae (1,66%) e quatro espécies de Digenea determinadas como: Saccocoelioides godoyi (31,66%), Creptotrema lynchi (21,66%), S. nanii (15%) e Genarchella genarchella (3,3%). Monogenea apresentou oito espécies: Kritskyia eirasi (58,33%), Rhinoxenus arietinus (86,66%), Urocleidoides paradoxus (60%), Urocleidoides sp. (48,33%), Tereancistrum parvus (40%), T. paranaensis (26,66%), Jainus piava (25%) e uma espécie de Dactylogyridae indeterminada (3,33%), com as respectivas prevalências entre parênteses. O filo Acanthocephala foi representado por somente uma espécie, Echinorhynchus sp., cuja prevalência foi 8,33% e Nematoda foi representado por duas espécies, larvas e adultos de Cucullanus sp. e larvas de Contracaecum sp., com prevalências de 18,33% e 3,3%, respectivamente. A classificação de frequência de cada espécie parasita também foi estudado e R. arietinus foi considerada central; quatro espécies foram consideradas secundárias (K. eirasi, T. parvus, U. paradoxus e Urocleidoides sp.) e as demais foram consideradas satélites. Observou-se ainda que, os valores de prevalência, intensidade e abundância de algumas espécies parasitas foram influenciados pelo sexo, peso e comprimento padrão dos hospedeiros. O presente trabalho, além de abordar questões morfológicas e fazer o levantamento de espécies parasitas, também caracterizou a população componente e a comunidade componente parasitária presentes em piavas coletadas do Lago Guaíba, porém as coletas foram realizadas em um único período do ano (primavera), sendo assim, nada pode ser inferido sobre a variação destes helmintos ao longo das estações climáticas. |
|---|