A experimentação de Laerte : reflexões a partir das pedagogias de gênero e sexualidade

Reflexões provocativas já foram produzidas na intersecção dos estudos de gênero e sexualidade (na perspectiva pós-estruturalista) com o campo da educação e estudos culturais, que ajudam a mostrar o caráter aprendido dos modos de ser homem e mulher em nossa sociedade. Utilizamos nesta pesquisa a cate...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Sevilla, Gabriela Garcia
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/106494
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/106494
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pedagogia
Gênero
Sexualidade
Pós-estruturalismo
Teoria queer
Gender and sexuality pedagogies
Post-structuralism
Queer studies
Transgendering
Laerte
Descripción
Sumario:Reflexões provocativas já foram produzidas na intersecção dos estudos de gênero e sexualidade (na perspectiva pós-estruturalista) com o campo da educação e estudos culturais, que ajudam a mostrar o caráter aprendido dos modos de ser homem e mulher em nossa sociedade. Utilizamos nesta pesquisa a categoria pedagogias de gênero e sexualidade, proposta por Guacira Louro, para analisarmos de que forma diferentes artefatos culturais ensinam e reiteram determinadas normas referentes ao feminino e masculino e como estes mesmos artefatos possibilitam mudanças e possibilidades de subversão das normas. Propomos a análise de entrevistas concedida por Laerte, cartunista que tem ganhado notoriedade e visibilidade midiática por suas experimentações éticas, estéticas e políticas em relação a gênero e sexualidade, discutindo que questionamentos das normas se abrem ou se reproduzem a partir disto por meio da problematização e multiplicação destes conceitos e fragmentação das dicotomias. Tomamos este “caso” como um artefato cultural – Laerte na mídia – e, portanto, como um local privilegiado para lançarmos um olhar a respeito da sociedade brasileira em relação às questões que envolvem gênero, sexualidade e corpo na medida em que isso gera repercussão e muito interesse por parte da imprensa. Também porque se debruça sobre um modo de vida considerado “estranho”, inusitado ou “anormal”. Sendo assim, acreditamos que ao lançarmos nosso olhar para as margens, muito compreendemos sobre o centro e também a respeito da constituição destas fronteiras e dos seus possíveis atravessamentos, ou seja, das possibilidades de transgressão e subversão das normas que constituem o sistema heteronormativo vigente.