Imunoglobulinas séricas G como marcadores de prognóstico e imunoparalisia em sepse pediátrica

Introdução: Vários biomarcadores têm sido propostos para monitorizar a disfunção imune induzida por sepse e diagnosticar o fenótipo de sepse com imunoparalisia, mas geralmente não estão amplamente disponíveis. Objetivos: descrever a população sob risco de hipogamaglobulinemia e avaliar se tal achado...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Roman, Gabriel Tesche
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/272513
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/272513
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Unidades de terapia intensiva pediátrica
Sepse
Inflamação
Imunoglobulina G
Agamaglobulinemia
Imunidade
Biomarcadores
Pediatric ICU
Sepsis
Inflammation
Immunoglobulin G
Hypogammaglobulinaemia
Immunoparalysis
Descripción
Sumario:Introdução: Vários biomarcadores têm sido propostos para monitorizar a disfunção imune induzida por sepse e diagnosticar o fenótipo de sepse com imunoparalisia, mas geralmente não estão amplamente disponíveis. Objetivos: descrever a população sob risco de hipogamaglobulinemia e avaliar se tal achado se relaciona com piores desfechos em sepse pediátrica, podendo servir como biomarcador de disfunção imune nestes pacientes. Métodos: realizamos um estudo de coorte retrospectivo de crianças de 1 mês a 18 anos com sepse admitidas em uma unidade de terapia intensiva pediátrica terciária, que tiveram mensurados os níveis totais de imunoglobulina G (IgG) séricas. Os principais critérios de exclusão foram imunodeficiência diagnosticada anteriormente e prematuridade. Baixa IgG foi definida como IgG total igual ou inferior ao 3º percentil para a idade. Dados clínicos complementares foram coletados. O desfecho primário foi a mortalidade em 28 dias da admissão na UTIP. Outros desfechos incluíram mortalidade em 60 e 180 dias da admissão na UTIP, tempo de permanência na UTIP e hospitalar, necessidade de terapias de suporte intensivo e readmissão à UTIP. Resultados: Entre 3624 crianças admitidas na UTIP durante os 4,5 anos do estudo, 253 admissões preencheram os critérios. A idade média foi de 25 meses [7-90], sendo que 113 (44,7%) admissões apresentaram baixos valores de IgG sérica. Gênero e escore PIM-2 não diferiram entre aqueles com IgG baixa e alta. Pacientes com IgG baixa tiveram uma maior prevalência de infecções nosocomiais (74,3 x 37,9%; p<0,01) e condições crônicas complexas. IgG baixa também foi associada a mais disfunções orgânicas e disfunção hematológica (60,2 x 37,1%; p<0,01). Na análise multivariada, malignidade e condições crônicas complexas mantiveram uma razão de chances significativa para associação com IgG baixa. Não houve diferença entre os grupos nos desfechos de mortalidade em 28 e 60 dias da admissão, tempo de permanência, readmissão e necessidade de terapias intensivas. No entanto, IgG baixa foi associada a uma taxa de mortalidade mais alta em 180 dias (24,8 x 13,6%; p=0,03). Conclusão: há uma interação complexa entre os níveis baixos de IgG, disfunções orgânicas e condições crônicas complexas em crianças com sepse. Descrevemos uma população em risco para níveis baixos de IgG relacionados à sepse. Como esse achado foi associada a piores resultados de morbidade e mortalidade em nosso estudo, ela poderia servir como biomarcador para a imunoparalisia.