Ordo Amoris: inventários das quatro estações em Caio Fernando Abreu e Renato Russo

Esta pesquisa, que é também uma ode em suas múltiplas expressões, se ergue no rastro dos afetos, do caos e do lirismo desmedido encontrados nos discursos poéticos de Caio Fernando Abreu e Renato Russo (o primeiro nos domínios da ficção literária e o segundo nos da canção de rock); constrói-se, també...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Batista, Adriane Figueira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-07052018-123447
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-07052018-123447/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Caio Fernando Abreu
Cultura de afetos
Culture of affections
Eros
Ordo amoris
Renato Russo
Descripción
Sumario:Esta pesquisa, que é também uma ode em suas múltiplas expressões, se ergue no rastro dos afetos, do caos e do lirismo desmedido encontrados nos discursos poéticos de Caio Fernando Abreu e Renato Russo (o primeiro nos domínios da ficção literária e o segundo nos da canção de rock); constrói-se, também, com vistas às inquietações atravessadas pela busca do lugar da poesia no cenário da prosa e da letra de música, aqui recortadas, atendo-se ao modo como essas vozes se mantêm ressonantes e esteticamente significativas no contexto atual. Na procura por legitimar o protagonismo de Eros e seus pares dentro do universo contemporâneo e impetuoso de um mundo híbrido e desconexo, a ordo amoris, como linguagem coletiva e universal na erótica social, foi um modo de operacionalizar as questões centrais e organizar esses inventários (forjados a partir das metáforas do livro de contos Inventário do ir-remediável e do disco As quatro estações), transferindo, refletindo e redesenhando os espaços de criação, recepção e estética em literatura, que nessa dissertação borra fronteiras. A cultura de afetos, a filosofia existencialista e as contribuições sobre sujeito, coletividade, erotismo e subjetividade(s) reinventam e sustentam os debates que se edificam em espaços plurais de atuação, no desenho cartográfico que se vai formando a partir da poética de Caio e Renato e seus discursos à flor da pele. As quatro estações potencializam e iluminam os passos das divindades míticas e dos sujeitos líricos que se cruzam nessa pesquisa, são as vias férteis que acenam para a presentificação do agora, quando há trocas necessárias de papéis em que o eu se dissolve e se derrama no outro, na busca por essa alma coletiva da humanidade (quase) perdida e da celebração. São, principalmente, os pressupostos teóricos de Michel Maffesoli (2014a) e Giorgio Agamben (2013) que fundamentam e iluminam esse barco solto na correnteza.