Rui Knopfli um poeta à margem : entre o Tejo e o Zambeze
Esta pesquisa tem como objeto de estudo o sujeito híbrido pós-colonial e o discurso que são analisados na obra poética do escritor moçambicano Rui Knopfli, sob as perspectivas dos Estudos Culturais trazidas por Homi K. Bhabha, Stuart Hall e Edward Said. Também serviu de base para o estudo do discurs...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/172901 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/172901 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Knopfli, Rui, 1932-1997 Literatura africana Literatura moçambicana Literatura : Poética Literature Mozambique Hybrid Subject Poetic Work |
| Resumo: | Esta pesquisa tem como objeto de estudo o sujeito híbrido pós-colonial e o discurso que são analisados na obra poética do escritor moçambicano Rui Knopfli, sob as perspectivas dos Estudos Culturais trazidas por Homi K. Bhabha, Stuart Hall e Edward Said. Também serviu de base para o estudo do discurso do conjunto poético knopfliano a Análise do Discurso Francesa representada, principalmente, pelos estudos de Michel Pêcheux e, para as análises poéticas, a Fenomenologia de Bachelard e os escritos de Octavio Paz sobre a linguagem poética. Foram analisadas as condições de produção e o contexto histórico em que a referida obra poética foi produzida. Período em que se inicia antes das guerras de libertação do jugo colonialista e que segue após a independência em 1975. O sujeito híbrido na obra de Knopfli apresenta um discurso que se divide entre a posição-sujeito africana e a posição-sujeito europeia, visto que está sob a influência desses contextos históricos e culturais. Não está em consonância política nem com o discurso colonialista português nem com o discurso nacionalista africano, por isso é um sujeito híbrido à deriva e que seguiu as malhas da diáspora. Seu discurso poético representa a inconstância de quem sofre por não ser aceito pelo fato de não se engajar de forma efetiva, em um período no qual se exigia um posicionamento ferrenho contra a política colonial. Seus versos falam sobre o silenciamento, sobre vozes ciciadas pela engrenagem de um período histórico marcado por guerras e injustiças. |
|---|