Comorbidade de sintomas ansiosos e depressivos em pacientes com dor crônica e o impacto sobre a qualidade de vida

CONTEXTO: Dor é uma experiência emocional e sensorial desagradável. Tanto a dor crônica como a depressão reduzem de forma significativa a qualidade de vida, além de aumentar muito os custos dos cuidados com a saúde. OBJETIVOS: Analisar a associação entre sintomas depressivos e de ansiedade em relaçã...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Castro, Martha M. C., Quarantini, Lucas C., Daltro, Carla, Pires-Caldas, Milke, Koenen, Karestan C., Kraychete, Durval Campos, Oliveira, Irismar R. de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Archives of Clinical Psychiatry
Idioma:portugués
inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/17347
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/acp/article/view/17347
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dor crônica
depressão
ansiedade
qualidade de vida
Chronic pain
depression
anxiety
health-related quality of life
Descripción
Sumario:CONTEXTO: Dor é uma experiência emocional e sensorial desagradável. Tanto a dor crônica como a depressão reduzem de forma significativa a qualidade de vida, além de aumentar muito os custos dos cuidados com a saúde. OBJETIVOS: Analisar a associação entre sintomas depressivos e de ansiedade em relação à dor crônica e investigar o impacto desses sintomas na saúde e na qualidade de vida em indivíduos com dor crônica. MÉTODOS: A dor foi avaliada por meio de uma Escala Analógica Visual (VAS). Os sintomas depressivos e a ansiedade foram avaliados pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD). A qualidade de vida foi avaliada por meio do SF-36. RESULTADOS: Quatrocentos pacientes foram estudados, com idade média de 45,6 ± 11,4 anos e 82,8% são do sexo feminino. De acordo com a HAD, 70% tinham ansiedade e 60%, os sintomas de depressão. A SF-36 apresentou escores < 50% para todos os domínios. Os pacientes com dor intensa/ extrema apresentaram maior frequência (70,4%) de ansiedade do que aqueles com dor selvagem/moderada (59,5%). Essa foi uma associação estatisticamente significante (p = 0,027). No entanto, a frequência de depressão não atingiu significância estatística quando ambos os grupos foram comparados (p = 0,109). CONCLUSÃO: Os sintomas depressivos/ansiedade e dor, em conjunto, apresentaram piores desfechos clínicos de cada estado sozinho. É necessária mais investigação para determinar se o tratamento da dor ajuda os sintomas dos pacientes depressivos e se o alívio dos sintomas depressivos melhora a dor e sua morbidade.