A emergência de um Shinto híbrido em São Paulo: a construção do santuário bugre e a apropriação de túmulos indígenas (1920-1938)

A pesquisa tem como objetivo analisar o Bugre Jinja (1920-1928), que pode ser traduzido como Santuário Bugre, construído pelos imigrantes japoneses da Colônia de Itacolomi (Uetsuka), na cidade de Promissão (SP), por volta de 1920. Os imigrantes de Itacolomi apropriaram-se de elementos da cultura loc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Marques, Ingrid Batista
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Repositorio:Repositório Institucional da UEL
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.uel.br:123456789/18925
Acceso en línea:https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18925
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bugre Jinja
Imigração japonesa
Promissão
Xintoísmo
História social
Religião popular
Indígenas
Ciências Humanas - História
Japanese immigration
Shintō
Social history
Folk religion
Indians
Descripción
Sumario:A pesquisa tem como objetivo analisar o Bugre Jinja (1920-1928), que pode ser traduzido como Santuário Bugre, construído pelos imigrantes japoneses da Colônia de Itacolomi (Uetsuka), na cidade de Promissão (SP), por volta de 1920. Os imigrantes de Itacolomi apropriaram-se de elementos da cultura local, mais especificamente de túmulos indígenas, que foram consagrados num santuário Shinto. A partir da análise da edição de 1928 do periódico Nogyo-no-Burajiru (literalmente, Agricultura do Brasil), que constitui a fonte primária da investigação, pretendemos compreender de que forma a construção do santuário e o Shinto se desenvolveram dentro dessa colônia japonesa. Para a análise do periódico, serão utilizadas as propostas metodológicas de Tania Regina de Luca. No aspecto teórico, abordaremos a pesquisa a partir dos conceitos de representação e apropriação propostos por Roger Chartier e Michel de Certeau. Como discussões, sugerimos que o santuário foi construído como forma de religião popular, com aspectos ritualísticos do que é conhecido como Shinto de Santuário, para o afastamento de calamidades como pragas naturais, bem como para promover a prosperidade da região. Para isso, foi desenvolvido na região um culto aos ancestrais partindo da existência de vestígios de grupos indígenas da região realocados para outras regiões após a recolonização no Oeste Paulista.