Repercussão hemodinâmica e viabilidade da manobra de recrutamento alveolar, no pós-operatório imediato da correção de cardiopatias congênitas com hiperfluxo e hipertensão pulmonares

A etiologia da redução da função pulmonar após a correção das cardiopatias congênitas com Hipertensão Pulmonar (HP) envolve a combinação de diversos fatores, como anestesia geral, esternotomia mediana, CEC, dor e persistência da RVP no pós-operatório imediato, acrescidos de atelectasia, e hipoxemia....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Amorim, Erica de Freitas
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15102025-113934
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-15102025-113934/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Alveolar recruitment manouvre
Cardiac surgery
Cardiopatia congênita
Cirurgia cardíaca
Congenital cardiopathy
Hipertensão pulmonar
Manobra de recrutamento alveolar
Pulmonary hypertension
Descripción
Sumario:A etiologia da redução da função pulmonar após a correção das cardiopatias congênitas com Hipertensão Pulmonar (HP) envolve a combinação de diversos fatores, como anestesia geral, esternotomia mediana, CEC, dor e persistência da RVP no pós-operatório imediato, acrescidos de atelectasia, e hipoxemia. A manobra de recrutamento alveolar (MRA) é uma estratégia de re-expansão dos alvéolos colapsados de modo a normalizar a CRF e melhorar oxigenação alveolar. É muito utilizada na população adulta, mas pouco estudada em crianças no pós-operatório cardíaco. Objetivo: Verificar as repercussões hemodinâmicas e a viabilidade clínica da utilização de um protocolo de MRA no pós-operatório imediato de correção de cardiopatias congênitas com hiperfluxo pulmonar associada à HP com PAPM ≥ 25cmH2O. Pacientes e Métodos: Foram avaliadas 10 crianças de ambos os sexos, de 1 mês a 24 meses de vida. A MRA foi realizada com tórax fechado, em 3 etapas subseqüentes, com duração de 30 s cada, com intervalos de 1 min. e valores de PEEP de 10/ 15/ e 15 cmH2O respectivamente. Foram avaliadas as medidas da FC, PAM, PAPM, PAE, PVC, bem como SpO2, ETCO2, PaO2/FiO2 e PaO2 e PaCO2 SvO2. Resultados - A MRA não promoveu alteração estatisticamente significante das variáveis hemodinâmicas [FC (p=0,3854), PAM (p=0,2178), PAPM (p=0,2947), PAE (p=0,5496) e da PVC (p=0,3984)], entretanto, quando comparamos os valores da PAPM durante a etapa 1 (21 ± 6,7mmHg), etapa 2 (23,8 ± 7,1mmHg) e etapa 3 (24,8 ± 8mmHg), um aumento significante foi observado com *p=0,0009, ao longo das etapas da MRA. Houve aumento significante quando comparamos a etapa 1 vs 2 *p=0,0001 e a etapa 1 vs 3 *p=0,0017, porém entre as etapas 2 vs 3 não apresentou alteração significante (p=0,0629). As variáveis respiratórias ETCO2 (36,3 ± 10,2 /30,9 ± 10 *p=0,0099), SpO2 (96,5 ± 4,3/ 98,5 ± 2,7 *p=0,0009), e o índice de oxigenação PaO2/FiO2 (223,7 ± 123 / 273,9 ± 117,4 *p=0,0403), bem como a PaO2 (183,7 ± 107,2 / 232,9 ± 118,6 *p=0,045) e PaCO2 (43,7 ± 6,2/ 37 ± 9 *p=0,0133) e SvO2 (76,7 ± 18,5 / 82,4 ± 20 *p=0,0346) apresentaram alterações significantes após a realização da MRA.