Relíquias de Potterheads: Uma Arqueologia das Práticas dos Fãs de Harry Potter

O contemporâneo globalizado e tecnológico instaurou condições de existência interligadas e reconfigurou suas noções de espaço-tempo, favorecendo com que cotidianos sociais fossem tomados por práticas de fãs politizados e mundialmente organizados, que atuam colaborativamente e constroem seu mundo a p...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: COSTA, Flávia Zimmerle da Nóbrega
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/17164
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17164
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Potterheads. Subjetividade. Crítica pós-estruturalista. Arqueologia.
Potterheads. Subjectivity. Poststructuralist critique. Archaeology.
Descripción
Sumario:O contemporâneo globalizado e tecnológico instaurou condições de existência interligadas e reconfigurou suas noções de espaço-tempo, favorecendo com que cotidianos sociais fossem tomados por práticas de fãs politizados e mundialmente organizados, que atuam colaborativamente e constroem seu mundo a partir dos conteúdos de textos culturais. Nesse cenário nasceu os potterheads, cujo trabalho tornou a saga Harry Potter um potente texto cultural. Potterheads se entendem parceiros da indústria, produzem a partir de seus textos e geram lucros para si e para ela. Na era de Convergência Midiática uma economia afetiva biopolítica assinalou um processo de expansão da vida, cuja possibilidade certamente reside na configuração de saberes. Essa investigação descreveu que saberes se revelam na prática dos Potterheads. Apoiados nos pensamentos de Michel Foucault e Gilles Deleuze, nossa analítica crítica arqueológica revelou cinco formações discursivas indicativas de um corpo mantido por relações saber-poder e poder-resistência no interior de um dispositivo de controle, em que relações de governo são dadas a partir do cuidado de si. A vontade de potência desse corpo oscila com a variação de suas ideias, seus agenciamentos desejosos mantém sua vitalidade, e a intensidade de suas vontades conserva desperto esse desejo. Assim, duas razões atravessaram o arquivo: a moralidade do visível e a moral do enunciável; a primeira indicou o conjunto de regras e valores propostos para essa economia política afetiva e a segunda revelou o comportamento que se tem em relação a esse, indicando a vontade de verdade.