Dinorá: a inocência despedaçada no silêncio da tragédia

Este artigo evidencia o erotismo no campo de violação do corpo feminino na literatura contemporânea de Dalton Trevisan. Aqui representada pelo conto Dinorá, moça do prazer (1997). A partir da exploração da subjetividade e a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Barreto, Robério Pereira
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Repositorio:Tabuleiro de Letras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revistas.uneb.br:article/126
Acceso en línea:https://revistas.uneb.br/index.php/tabuleirodeletras/article/view/126
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Silêncio
Prazer
Prostituição
Estética
Ficção contemporânea
Descripción
Sumario:Este artigo evidencia o erotismo no campo de violação do corpo feminino na literatura contemporânea de Dalton Trevisan. Aqui representada pelo conto Dinorá, moça do prazer (1997). A partir da exploração da subjetividade e a procura da identidade mais profunda dos personagens da narrativa, Trevisan faz de Dinorá a metonímia da sociedade brasileira atual e por meio de uma intertextualidade com Jonh Cleveland, ele nos aproxima de Fanny ao mostrar sua incursão primaria às tentações dos ambientes luxuoso dos bordéis brasileiros do século XX. Na medida de seus atrativos, uma mulher está exposta ao desejo do homem. Com efeito, tem-se nessa narrativa uma presença significativa do silêncio que, faz parte da estética da ficção pós-moderna. Verifica-se isso no tom dramático que Dinorá usa para descrever os acontecimentos e o ambiente que a iniciaram no mundo do luxo e do prazer, deixando assim, vir à tona o seu espanto diante do glamour do salão, no qual viria acontecer à orgia de iniciação.