Controle estrutural e classificação do canal no baixo Tapajós: contribuições para a geomorfologia da Amazônia
A formação das rias fluviais na Amazônia possui uma relação bem conhecida com o processo de avanço do nível do mar durante o Holoceno. Sugestões sobre a presença de controle estrutural e tectônico na gênese destas e de outros elementos do relevo amazônico tem sido levantadas por diversos autores, po...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/192952 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/192952 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Geomorfologia fluvial Placas tectônicas Geofísica Geologia estrutural Morphotectonics Cluster analysis Geomorphological evolution Fluvial geomorphology Amazon |
| Sumario: | A formação das rias fluviais na Amazônia possui uma relação bem conhecida com o processo de avanço do nível do mar durante o Holoceno. Sugestões sobre a presença de controle estrutural e tectônico na gênese destas e de outros elementos do relevo amazônico tem sido levantadas por diversos autores, porém poucos elementos conclusivos foram apresentados até o momento. Este trabalho apresenta, no primeiro momento, uma série de evidências de diferentes fontes mostrando controle estrutural ao longo do ria do Tapajós e em áreas de terra firme adjacentes. A metodologia utilizada, é inovadora por integrar dados geomorfológicos, geológicos e geofísicos (sísmica, magnetometria e gravimetria) obtidos sem custo e disponíveis para grandes áreas, o que é uma grande vantagem em uma zona de difícil acesso como a Amazônia. Trata-se ainda de uma abordagem pouco usual dentro da geomorfologia na qual encontramos resultados muito promissores. Os resultados mostram a influência de elementos estruturais na configuração do relevo amazônico na região do baixo Tapajós. É proposto um modelo de horsts e grábens limitados por lineamentos com direção ENE-WSW com expressão regional. Em seguida apresentamos uma classificação para o canal do Tapajós baseado em variáveis morfométricas extraídas de perfil transversal. A classificação apresenta três trechos distintos para o canal do Tapajós no perímetro analisado, denominados Trecho do Canal Estreito, Baixo Trecho da Ria e Alto Trecho da Ria. Estes trechos possuem suporte estatístico e concordância com a maior parte dos dados sedimentológicos e hidrológicos conhecidos para o baixo Tapajós. A aplicação de índices de assimetria do canal também é concordante com os trechos propostos e nos permite afirmar que o Alto Trecho da Ria é onde estão melhor preservadas as formas antigas do canal, pela sua morfologia em canyons, enquanto os demais trechos apresentam evidências de perturbações ligadas a ajustes na forma para adequação à situação de transgressão marinha durante o Holoceno. A integração dos resultados apresentados nos dois capítulos corresponde a avanços importantes para a compreensão do relevo no Baixo Tapajós e na região Amazônica. |
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