Agir, criar, cuidar e resistir: rastros feministas de danças contemporâneas no contexto da pandemia de covid-19

A Pesquisa, construída por meio de um percurso cartográfico (Kastrup, 2009; Deleuze, Guattari, 2011; Rolnik, 2016), busca compreender os modos de subjetivação e as abordagens feministas inscritas em três obras/performances de dança de artistas mulheres produzidas no contexto do isolamento social da...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Victoria Dourado de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42978
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42978
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dança
Danças contemporâneas
Feminismos
Pandemia de covid-19
Contemporary dances
Feminisms
Covid-19 pandemic
Descripción
Sumario:A Pesquisa, construída por meio de um percurso cartográfico (Kastrup, 2009; Deleuze, Guattari, 2011; Rolnik, 2016), busca compreender os modos de subjetivação e as abordagens feministas inscritas em três obras/performances de dança de artistas mulheres produzidas no contexto do isolamento social da pandemia de covid-19. As três obras, situadas no momento mais agudo do isolamento social, em 2020, integram programações artístico-culturais de plataformas digitais do contexto brasileiro. São elas: “Instituição_Intuição” de Ana Pi, “Selfishcâmera” de Estela Lapponi e “E depois?” de Silvia Moura. Trata-se de investigar o corpo que dança e suas realidades sensíveis, em suas criações estéticas, éticas e micropolíticas, a partir da experiência de habitar o espaço da casa, considerando o cenário de crises: sanitária, social, política, econômica, de modos de existir e de estar junto. As obras são analisadas a partir do entendimento de planos de composição (Deleuze e Guattari,2010; Lepecki, 2010), e articulada com distintas perspectivas feministas por meio dos estudos de Donna Haraway (1995, 2023), Margareth Rago (2013), Conceição Evaristo (2017, 2020), Audre Lorde (2019), Virgínia Woolf (2022, 2023), entre outras. Os encontros com as obras geraram a constituição de quatro planos de composição: agir, criar, cuidar e resistir. Ao mesmo tempo, traçam-se discussões relativas às danças contemporâneas através das perspectivas apresentadas por Eleonora Fabião (2008, 2013), Rosa Primo (2010), Lúcia Matos (2011, 2014, 2021), Thereza Rocha (2014, 2016) e André Lepecki (2020, 2021). Trata-se, com isso, de situar uma busca que consiste em apreender a dança como ação política (Matos, 2011) e como ação corporificada (Varela, 2003). Ao mesmo tempo, esta pesquisa visa constituir espaços de produção de diferenças, numa abertura às multiplicidades dos modos de criar e de existir no cenário do isolamento, a partir das singularidades de cada obra e dos rastros das experiências de cada artista inscritos nelas.