Higiene, educação e assistência na experiência do Asilo de Meninos Desvalidos (1875-1889)

Na segunda metade do século XIX, a criança desvalida tornou-se objeto de atenção de diversos saberes, objeto de novas legislações e alvo de instituições criadas especificamente para este público, caso do Asilo de Meninos Desvalidos, inaugurado em 1875. Na instituição, criada em meio a projetos refor...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Braga, Douglas de Araújo Ramos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
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description Na segunda metade do século XIX, a criança desvalida tornou-se objeto de atenção de diversos saberes, objeto de novas legislações e alvo de instituições criadas especificamente para este público, caso do Asilo de Meninos Desvalidos, inaugurado em 1875. Na instituição, criada em meio a projetos reformadores e ideias de civilização e progresso, meninos órfãos ou cujos pais e responsáveis não tivessem condições de educa-los recebiam a instrução primária e aprendiam ofícios, preparando uma mão-de obra para posições subalternas baseadas no trabalho manual. Entretanto, a análise das fontes demonstrou que os processos de admissão e desligamento dos meninos do Asilo envolviam diversos atores, com diferentes interesses, apontando para um papel ativo dos familiares e membros da elite imperial nestes procedimentos, e que podem ter influenciaram o projeto do Asilo ao longo de sua existência. Por outro lado, o séculoXIX é apontado como período da institucionalização da Medicina no Brasil. Discutindo com uma perspectiva que enfatiza o poder médico e a atuação dos higienistas, novas abordagens vêm demonstrando a complexidade da Medicina no período imperial, e os diversos limites da ação da Higiene na época. Nesse sentido, o presente estudo é um esforço de discutir a dinâmica da instituição, os atores sociais envolvidos, além de analisar se princípios defendidos pelos higienistas estiveram presentes na experiência do Asilo de Meninos Desvalidos durante a sua existência na época do Império, entre 1875 e 1889.
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Na instituição, criada em meio a projetos reformadores e ideias de civilização e progresso, meninos órfãos ou cujos pais e responsáveis não tivessem condições de educa-los recebiam a instrução primária e aprendiam ofícios, preparando uma mão-de obra para posições subalternas baseadas no trabalho manual. Entretanto, a análise das fontes demonstrou que os processos de admissão e desligamento dos meninos do Asilo envolviam diversos atores, com diferentes interesses, apontando para um papel ativo dos familiares e membros da elite imperial nestes procedimentos, e que podem ter influenciaram o projeto do Asilo ao longo de sua existência. Por outro lado, o séculoXIX é apontado como período da institucionalização da Medicina no Brasil. Discutindo com uma perspectiva que enfatiza o poder médico e a atuação dos higienistas, novas abordagens vêm demonstrando a complexidade da Medicina no período imperial, e os diversos limites da ação da Higiene na época. Nesse sentido, o presente estudo é um esforço de discutir a dinâmica da instituição, os atores sociais envolvidos, além de analisar se princípios defendidos pelos higienistas estiveram presentes na experiência do Asilo de Meninos Desvalidos durante a sua existência na época do Império, entre 1875 e 1889.In the second half of the nineteenth century, the destitute child has become the object of attention of several knowledges, the subject of new legislations and institutions created specifically targeted for this audience, such as the Asilo dos Meninos Desvalidos, opened in 1875. In the institution, created amid reformers projects and ideas of civilization and progress, orphans or boys whose parents and guardians did not have conditions to educate them received primary education and learned crafts, preparing a skilled workforce to subordinate positions based on manual labor. However, analysis of the sources demonstrated that the processes of admission and dismissal of the Asilo involved several actors with different interests, pointing to an active role of the family and members of the imperial elite in these procedures, that may have influenced the design of the Asylum throughout its existence. On the other hand, the nineteenth century is identified as the period of institutionalization of medicine in Brazil. Discussing with a perspective that emphasizes the power and performance of medical hygienists, new approaches have demonstrated the complexity of medicine in the imperial period , and the various limits of the action of Hygiene at the time. In this sense, this study is an effort to discuss the dynamics of the institution , the social actors involved , and examine whether the principles espoused by hygienists were present inthe experience of the Asilo dos Meninos Desvalidos during its existence at the time of the Empire, between 1875 and 1889.Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz. Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porAsilosOrfanatosCriança Abandonada/históriaServiços de Assistência Social/históriaHistória da MedicinaHigiene, educação e assistência na experiência do Asilo de Meninos Desvalidos (1875-1889)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2014Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúdeinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZBraga, Douglas de Araújo RamosLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3a96ee54-78ff-49ef-9104-b5043f1b6c8a/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINAL160.pdfapplication/pdf1877018https://arca.fiocruz.br/bitstreams/385696a1-285d-4dfb-a8f0-9305323a2d0a/downloadef5e2811a92739f3dedbc09437c346e0MD52trueAnonymousREADTEXT160.pdf.txt160.pdf.txtExtracted texttext/plain103360https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3eda85a0-72bf-4dc4-9bcc-0ecac5d391dd/downloaddd9a35452194f5e13a6ed90818060222MD57falseAnonymousREADTHUMBNAIL160.pdf.jpg160.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2794https://arca.fiocruz.br/bitstreams/df910c72-2156-45ae-9c60-8a1ca8f41707/download9de0c36c8a1799d6595a4ca98318242aMD56falseAnonymousREADicict/204602025-12-11 08:27:04.083open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/20460https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:27:04Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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