Percepção de puérperas a respeito da influência do relacionamento conjugal no ciclo gravídico-puerperal
Entre as décadas de setenta e oitenta do século passado houve uma mobilização no sentido de avaliar a assistência ao parto em âmbito mundial. Os principais assuntos em pauta eram os elevados índices de cesárea e a excessiva medicalização do processo de parto, ambos sem evidências científicas, em vár...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA) |
| Repositorio: | Repositório da METODISTA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.metodista.br:123456789/496 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/496 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Relacionamento Conjugal Ciclo Gravídico-Puerperal Fator de Risco Fator de Proteção Marital Relationship Pregnancy-Puerperal Cycle Risk Factor Protection factor Ciências Humanas |
| Sumario: | Entre as décadas de setenta e oitenta do século passado houve uma mobilização no sentido de avaliar a assistência ao parto em âmbito mundial. Os principais assuntos em pauta eram os elevados índices de cesárea e a excessiva medicalização do processo de parto, ambos sem evidências científicas, em vários lugares do mundo. O Ministério da Saúde preconiza diversas práticas acerca da saúde da mulher e procedimentos que favorecam o relacionamento conjugal. Assim, esse trabalho teve como objetivo verificar a percepção de mulheres sobre sua relação conjugal durante a gestação, parto e pós-parto, além de investigar a interferência da relação conjugal na representação da imagem de si, no modelo de assistência ao parto, no exercício da maternidade e na adaptação a esse novo papel, de acordo com as recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde e pela OMS. Participaram desse estudo três mulheres com diferentes vivências de parto, sendo eles cirurgia cesariana eletiva, parto com assistência humanizada e parto com violência obstetrica. Os instrumentos utilizados foram: Entrevista semi – aberta; Procedimento de Desenho - Estória com Tema (DE-T); Escala Fatorial de Satisfação com o Relacionamento de casal (EFS-RC); questionário sociodemográfico e Escala de Autoestima de Rosenberg. Os resultados mostraram que a forma como cada participante percebe o relacionamento conjugal possui influência considerável nos aspectos psíquicos analisados não só no pós-parto, mas durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Na participante de Cesárea Eletiva, é possível notar vínculo conjulgal fragilizado, decisão médica pela via de parto, dificuldade acentuada no exercício da maternidade e autoimagem e autoestima comprometidas. Na participante de Parto com Assistência Humanizada, o vínculo é fortalecido, o parto aparece como decisão do casal, a participante encontra-se em processo de adaptação da função materna e a autoimagem comprometida, porém a autoestima é compensatória. No parto com Violência Obstétrica, o vínculo conjugal é ausente, o parto foi uma imposição médica, apresenta dificuldade no exercício da maternidade sozinha e a autoimagem e autoestima são compensatórias. Assim, entende-se a necessidade de ampliar o estudo com maior número de participantes e análises aprofundadas dos instrumentos quantitativos, bem como a importância de modelos de intervenção psicólogica durante a gestação como atuação preventiva, promoção de saúde e fortalecimento do vinculo do casal e o fortalecimento de políticas públicas que garantem os direitos da mulher. |
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