Sidney Poitier: por um cinema didático de conciliação racial / Sidney Poitier: for a didactic cinema of racial conciliation

Este ensaio objetiva articular breves comentários críticos sobre os filmes O Ódio é Cego (No Way Out, 1950), Acorrentados (The Defiant Ones, 1958), O Sol Tornará a Brilhar (A Raisin in the Sun, 1961), Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field, 1963), Quando Só o Coração Vê (A Patch of Blue, 1965), Ao...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sales, Helciclever Barros da Silva
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/45989
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/45989
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sidney Poitier
cinema
igualdade racial.
Descripción
Sumario:Este ensaio objetiva articular breves comentários críticos sobre os filmes O Ódio é Cego (No Way Out, 1950), Acorrentados (The Defiant Ones, 1958), O Sol Tornará a Brilhar (A Raisin in the Sun, 1961), Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field, 1963), Quando Só o Coração Vê (A Patch of Blue, 1965), Ao Mestre com Carinho (To Sir, with Love, 1966), Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who's Coming to Dinner, 1967) e No Calor da Noite (In the Heat of the Night, 1967) todos estrelados por Sidney Poitier, intentando avaliar o caráter didático destes filmes no âmbito do tenso contexto norte-americano racista dos anos de 1950-1970, considerando que neste período, Poitier atuou em seus principais filmes e sedimentou sua contribuição à sétima arte, legando para a história do cinema um exemplo de propagação ideológica em prol da conciliação não somente entre brancos e negros, mas de todos os grupos sociais estadunidenses, nação altamente cosmopolita, e que ao mesmo tempo, ainda hoje, carece de reparações históricas e ações mais efetivas essenciais quanto à questão racial. Após exame panorâmico dos principais filmes de Poitier, conclui-se que seu maior legado não foi estritamente cinematográfico, mas como intelectual que se serviu da tela para protagonizar seu apanágio conciliador e mediador frente aos graves conflitos raciais estadunidenses no século XX.