Telefonia celular e potenciais riscos à saúde

O aumento do uso de dispositivos móveis e a sua relação com possíveis efeitos nocivos à saúde tem se tornado evidente, na literatura, uma vez que estes podem estar relacionados ao câncer e a outros desfechos, como a insônia. Desse modo, nos objetivos deste estudo, apresentados em dois artigos, versa...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Bondança, Vanessa Moreira Carregal
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/55511
Acesso em linha:https://repositorio.ufla.br/handle/1/55511
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Ciências da Saúde
Insônia
Uso de celular
Câncer
Torres de transmissão de telefonia celular
Insomnia
Cancer
Cell phone use
Cell phone transmission towers
Descrição
Resumo:O aumento do uso de dispositivos móveis e a sua relação com possíveis efeitos nocivos à saúde tem se tornado evidente, na literatura, uma vez que estes podem estar relacionados ao câncer e a outros desfechos, como a insônia. Desse modo, nos objetivos deste estudo, apresentados em dois artigos, versam sobre a investigação da localização de estações de rádio base como fator de risco para a ocorrência de câncer e os efeitos nocivos da utilização de telefones celulares como possíveis fatores de risco para a insônia. UtilizouUtilizaram-se dois tipos de desenhos de estudos, um para cada objetivo proposto: a) estudo de caso-controle e b) estudo de revisão sistemática. O delineamento de Caso-Controle foi conduzido em uma base hospitalar, de novembro de 2021 a fevereiro de 2022, onde foram coletados dados dos prontuários de pacientes oncológicos e clínicos, atendidos em uma instituição do sul de Minas Gerais, referência em oncologia, na macrorregião, cujos pacientes já tinham haviam concluído o tratamento. Participaram do estudo 310 indivíduos, dos quais 81 apresentaram o desfecho câncer e 229 indivíduos de controles. Para cada paciente oncológico (casos) foram selecionados de 2 a 4 pacientes com outros desfechos (controles), pareados, por meio da idade, sexo e região. Foi realizada a distribuição geoespacial das residências e das torres de transmissão de telefonia celular. Os endereços foram retirados dos prontuários médicos e as coordenadas de localização das torres, extraídas do portal de telecomunicações e de conectividade, Conexis Brasil Digital. Foram utilizadas como variáveis independentes, a distância das residências dos sujeitos e até a torre mais próxima, tabagismo, etilismo, gênero, idade, presença (ou não) de: câncer e doenças prévias. Na análise dos dados, evidenciou-se que a idade e o tabagismo tiveram associação com o desfecho, (OR: 1,08; p<0,001) e (OR: 1,87; p=0,078), respectivamente, mas não houve diferença estatística significante entre os grupos avaliados e as distâncias das torres (OD=1). Para o desenho de Revisão Sistemática, utilizou-se a estratégia PECOS (população: adultos; exposição: uso de aparelhos celulares; comparação: indivíduos sem uso de celulares; desfecho: insônia; tipo de estudos: observacionais). A busca ativa foi realizada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, nas bases de dados da Pubmed, Science Direct, Scopus e Wef of Science. Adicionalmente, a base Google Scholar foi utilizada para busca de literatura cinzenta. O estudo foi redigido de acordo com o Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-Analysis (PRISMA). Nos dados parciais, encontraram-se 2.128 artigos para o desenho de Revisão Sistemática e Meta-análise, dos quais, 32 foram selecionados para a leitura na íntegra. De acordo com os critérios de inclusão definidos, foram incluídos 18 artigos na análise. Observou-se que destes, dezesseis estudos reportaram associação entre o uso do celular e distúrbios do sono, sendo que e a gravidade do distúrbio foi diretamente relacionada ao tempo de uso desse dispositivo. Conclui-se que o uso dos dispositivos móveis investigados prejudicam a qualidade do sono. Todavia, em relação à distância das torres responsáveis por sua transmissão e a localização da residência dos sujeitos da pesquisa, verificou-se que não houve associação com o desfecho câncer.