Trajetórias, dinâmicas familiares e ação do santo ofício sobre a família “Vale” de Vila Real (1595-1747)

O presente trabalho analisa os processos inquisitoriais dos membros da família Vale de Vila Real que foram presos pela instituição entre os anos de 1595 e 1747. Esse recorte temporal abarca respectivamente, as datas da primeira e última prisão da família. A partir deles, uma série de discussões são...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nalon, Daniela Cristina
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/16190
Acceso en línea:https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2023/00102
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/16190
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Inquisição
Trajetória
Criptojudaísmo
Minas Gerais
Inquisition
Trajectory
Crypto-judaism
Descripción
Sumario:O presente trabalho analisa os processos inquisitoriais dos membros da família Vale de Vila Real que foram presos pela instituição entre os anos de 1595 e 1747. Esse recorte temporal abarca respectivamente, as datas da primeira e última prisão da família. A partir deles, uma série de discussões são feitas a respeito da sociabilidade familiar, das práticas criptojudaizantes que ocorriam no interior dos lares, da influência que a ação persecutória do Santo Ofício teve em suas vidas e as sentenças que receberam. O foco de cada um dos capítulos é discutir a ação do Santo Ofício sobre os Vale, retratando as nuances que tais indivíduos experienciaram ao longo dos anos, bem como práticas tidas como heréticas e estratégias que possuíam para viver aquilo que acreditavam em um contexto de intensa vigilância e perseguição. Essa tese é acima de tudo um trabalho que demonstra resistência à intolerância religiosa, à ação persecutória do Santo Ofício por parte de uma família na qual, mesmo em meio a conflitos, estavam preocupados em se proteger através da lei (apelando para os procuradores fazerem todas as manobras que eram permitidas para provar inocência), da oração (através de jejuns e orações judaizantes) e da ação (organização de atitudes dos parentes livres em prol dos que estavam presos).