Nas dobras do tempo: imagens do tempo africano na obra de Uanhenga Xitu
Resumo: A presente pesquisa consiste numa reflexão sobre o tempo africano e como seu conceito estereotipado pode estar ligado ao processo de colonização e aos conceitos de raça e civilização, interferindo negativamente na construção de uma África Moderna. São analisadas as obras Vozes na Sanzala (19...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/41847 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41847 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES Uanhenga Xitu Tempo Africano Colonização do Tempo Estudos Africanos AfricanTime Colonization of Time African Studies. |
| Sumario: | Resumo: A presente pesquisa consiste numa reflexão sobre o tempo africano e como seu conceito estereotipado pode estar ligado ao processo de colonização e aos conceitos de raça e civilização, interferindo negativamente na construção de uma África Moderna. São analisadas as obras Vozes na Sanzala (1974), Maka na Sanzala (1979), e Cultos Especiais (1997) de Uanhenga Xitu, destacando a presença de múltiplas estruturas temporais e de sistemas de calendário que diferem da maneira do ocidente apreender o tempo. Uanhenga Xitu, escritor angolano, teve destaque na década de 1970, apresentando uma prosa comprometida com o resgate da tradição. Suas narrativas, aqui destacadas, revelam o homem angolano deslocado em seu próprio meio, devido à imposição da cultura do outro. Seus textos são marcados tanto pelo tempo ocidental, quanto pelo africano, mostrando o campo fronteiriço em que vive o autor. A proposta desenvolvida é discutir sobre a colonização do tempo e ressignificar o conceito de tempo africano, contribuindo para uma melhor compreensão da obra de Uanhenga Xitu, investigando- se como o elemento temporal é fundamental para a compreensão do mundo angolano e de que modo este colabora como uma maneira alternativa de estabelecer a duração. Por meio de abordagens histórica antropológica/cultural como em Joseph Adjaye; histórica social/política como em Keletso Atkins e ainda, filosófica/teológica como em John Mbiti, entre outros, foram feitas reflexões para avaliar como o ocidente, implantando uma noção única de tempo, criou discursos ideológicos capazes de dominar e sobretudo eliminar outras culturas alternativas de tempo, estabelecendo uma hierarquia temporal e transformando o tempo em um instrumento de poder. Esta pesquisa inclui também um breve comentário sobre o desenvolvimento da literatura angolana, a vida e obra de Uanhenga Xitu e como o homem africano percebe o tempo, baseado nos estudos de Onyeacha (2010), Fu Kiau (1994), Hampaté Bá (2003), Mbiti (1991), Adjaye (1994), entre outros. Palavras-chave: Uanhenga Xitu; Tempo Africano; Colonização do Tempo; Estudos Africanos. |
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