Junho: potência das ruas e das redes.

A maioria dos textos do livro é de relatos hiper-locais. A paisagem é urbana. O ângulo de câmera quase sempre é fechado: não conseguimos enxergar um horizonte nacional, embora este se adivinhe na combinação de relatos que o supõem. O Brasil é, no máximo, uma hipótese. Todos sentem um pertencimento n...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Parra, Henrique Zoqui Martins, Tible, Jean, Schavelzon, Salvador, Albuquerque, Hugo, Moraes, Alana, Gutiérrez, Bernardo
Formato: livro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/53345
Acesso em linha:http://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/11177-20150226.pdf
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/53345
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:movimentos sociais
jornadas de junho
ativismo
direito à cidade
lutas sociais
Descrição
Resumo:A maioria dos textos do livro é de relatos hiper-locais. A paisagem é urbana. O ângulo de câmera quase sempre é fechado: não conseguimos enxergar um horizonte nacional, embora este se adivinhe na combinação de relatos que o supõem. O Brasil é, no máximo, uma hipótese. Todos sentem um pertencimento novo, emocional. Alguns falam do “movimento”, nomeando algo maior, claramente brasileiro, talvez global. As Jornadas de Junho colocaram sobre a mesa de cada região os problemas locais. Problemas urbanos, tensões contra as elites predatórias regionais que castigam o comum, as necessárias conexões emergiram afetando a todos e todas. Corpos afirmando suas existências nas ruas e produzindo coexistências. A indignação explodiu depois da truculência policial que sentimos nas ruas de várias cidades. Essa indignação conectou as diferentes cidades do Brasil. O desejo de maior participação política permeou tudo, transbordou.