O ano da morte de Ricardo Reis: Caminhos labirínticos
Esta dissertação é um estudo do romance O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago, tendo em foco a análise do labirinto histórico e a inter-relação que se estabelece entre ele e outros labirintos que estão presentes no romance. No romance objeto desse trabalho, Ricardo Reis, heterônimo de Fer...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.uepg.br:prefix/4191 |
| Acceso en línea: | http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4191 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES José Saramago Ficção histórica Labirinto histórico Historic fiction Historic labyrinth |
| Sumario: | Esta dissertação é um estudo do romance O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago, tendo em foco a análise do labirinto histórico e a inter-relação que se estabelece entre ele e outros labirintos que estão presentes no romance. No romance objeto desse trabalho, Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa está regressando a Portugal após seu autoexílio no Brasil e irá encontrar não só um país, mas também com o continente Europeu em cenário de profundas mudanças. O ano de 1936 não permite com que Reis seja apenas um observador do espetáculo do mundo, sendo impelido a uma mudança de sua identidade contemplativa e alheada. Dessa forma, a personagem que finaliza o romance não é a mesma que inicia o romance. A realidade do leitor não permite com que ele próprio seja um mero observador do espetáculo a sua volta, da mesma maneira que a realidade da personagem não permite o alheamento. Reis será impelido a buscar uma nova identificação na nova configuração de realidade em que ele foi inserido, por Saramago, percorrendo inúmeros labirintos que se inter- relacionam, conforme a narrativa se desenvolve. Temos, por exemplo, o labirinto físico de Lisboa e a sua identidade, o labirinto sentimental, o labirinto intertextual, e o labirinto histórico. A fim de apresentar uma discussão sobre o labirinto histórico e sua inter-relação com os outros labirintos que observamos na obra, o texto ganha corpo a partir dos escritos de Penelope Reed Doob, Eduardo Lourenço, Orlando Grossegesse, Carlos Reis e Teresa Cristina Cerdeira, pesquisadores que nos oferecerão grande arcabouço teórico para tratar as questões abordadas por essa dissertação. |
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