O clítico se e a ênclise no português clássico
Resumo: No Português Europeu, do século XVI ao XIX, a ênclise e a próclise podem co-ocorrer no contexto sintático das orações afirmativas finitas não-dependentes XP-V, sendo XP um sintagma de natureza [+ referencial]. Em textos escritos antes do século XVIII, período este em que o uso da próclise pr...
| Autor: | |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) |
| Repositorio: | Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1521045 |
| Acesso em linha: | https://hdl.handle.net/20.500.12733/37083 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Língua portuguesa - Clíticos Língua portuguesa - História Portuguese language - Clitics Portuguese language - History Artigo original |
| Resumo: | Resumo: No Português Europeu, do século XVI ao XIX, a ênclise e a próclise podem co-ocorrer no contexto sintático das orações afirmativas finitas não-dependentes XP-V, sendo XP um sintagma de natureza [+ referencial]. Em textos escritos antes do século XVIII, período este em que o uso da próclise predomina nesse contexto específico, Galves, Britto & Paixão de Sousa (2005) notam que a opção pela ênclise está fortemente associada ao uso do clítico se. Elas mostram que, em textos dos séculos XVI e XVII, um alto percentual de ênclise em sentenças sujeito-iniciais tipicamente traduz-se em uma alta proporção da ordem "sujeito + verbo + clítico se". Esse mesmo paradigma, porém, não é observado para os textos dos séculos XVIII e XIX, a partir de quando passa a ocorrer um aumento generalizado no uso da ênclise. Isso porque, nos textos escritos por autores nascidos após 1700, a distribuição da ênclise com se e com os outros clíticos é muito mais balanceada. Dada essa particularidade no fenômeno da colocação de clíticos do Português Europeu envolvendo o pronome se, procuramos propor, dentro do quadro teórico da gramática gerativa, uma explicação para a relação entre a ênclise e o clítico se nos séculos XVI e XVII |
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