MicroRNAs de vesículas extracelulares circulantes como biomarcadores de sobrevida de pacientes sépticos pós alta da Unidade de Terapia Intensiva

Apesar dos estudos já realizados sobre microRNAs (miRNAs) durante a sepse, pouco se sabe sobre a expressão desses após a alta hospitalar. Esse estudo teve como objetivo avaliar proteínas e miRNAs nas vesículas extracelulares (VEs) plasmáticas de pacientes sépticos em seis fases: a) fase aguda (entre...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza-Siqueira, Talita
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Cruzeiro do Sul
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.cruzeirodosul.edu.br:123456789/922
Acceso en línea:https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/922
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Inflamação
miR-15b-5p
miR-146a-5p
miR-223-3p
miR-195-5p
Septicemia.
Descripción
Sumario:Apesar dos estudos já realizados sobre microRNAs (miRNAs) durante a sepse, pouco se sabe sobre a expressão desses após a alta hospitalar. Esse estudo teve como objetivo avaliar proteínas e miRNAs nas vesículas extracelulares (VEs) plasmáticas de pacientes sépticos em seis fases: a) fase aguda (entre o primeiro e o 4º dia de internação), b) no momento de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e c) após 3 meses da alta da UTI, d) 6 meses, e) 12 meses, e f) 3 anos. Os dados dos miRNAs das VEs foram correlacionados com aqueles da concentração plasmática de citocinas (pró- e anti-inflamatórias). Os pacientes desenvolveram um estado basal crônico de inflamação de baixa intensidade, quando comparados ao grupo controle, com valores ligeiramente aumentados de IL-6, IL-8 e proteína C reativa no plasma mesmo após 3 anos da alta. As VEs plasmáticas isoladas por ultracentrifugação apresentaram tamanho e composição de proteínas características. A composição proteica variou entre os estados saudável e de sepse além de também ser diferente entre os pacientes que sobreviveram e os que foram a óbito. Baseado nos dados da proteômica, as VEs são oriundas do sistema linfóide, linfócitos B e baço, medula óssea e hepatócitos. Quinze miRNAs foram encontrados nas VEs plasmáticas dos pacientes sépticos e controles: miRNAs miR-15b-5p, -16- 5p, -20a-5p, -21-5p, -25-3p, -27a-3p, -29a-3p, -30d-5p, -93-5p, -126-3p -146a-5p, - 148a-3p, -191-5p, -195-5p e -223-3p. A redução da expressão de treze miRNAs (miR-15b-5p, -16-5p, -20a-5p, -25-3p, -27a-3p, -29a-3p, -30d-5p, -93-5p, -146a-5p, - 148a-3p, -191-5p, -195-5p e -223-3p) na fase aguda da sepse (internação na UTI) foi mais intensa nos pacientes que foram a óbito do que nos sobreviventes. Isso indica que esses 13 miRNAs podem ser usados como biomarcadores plasmáticos de prognóstico de sobrevida na sepse. A redução na expressão dos miRNAs -15b-5p, - 16-5p, -25-3p, -27a-3p, -29a-3p, -30d-5p, -93-5p, -195-5p e -223-3p durante a fase aguda se manteve até um ano após a alta da UTI, mas houve reversão após três anos, retornando aos valores dos controles. Esses nove miRNAs podem ser utilizados como biomarcadores plasmáticos da evolução e recuperação dos pacientes sépticos após alta hospitalar.