Desempenho perceptivo-auditivo na classe das sonorantes em crianças com e sem transtorno fonológico: efeito da subclasse e do grau de gravidade

Introdução: Embora não haja uma etiologia definida, dificuldades perceptuais são associadas ao Transtorno Fonológico (TF). A literatura tem apontado resultados divergentes tanto sobre o desempenho perceptual de crianças com e sem TF, quanto sobre uma possível correlação entre grau de gravidade do TF...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Domingues, Isabella Rodrigues [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/296250
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/296250
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Percepção da fala
Percepção auditiva
Distúrbios fonológicos
Fonologia
Speech perception
Auditory perception
Phonological disorder
Phonology
Descripción
Sumario:Introdução: Embora não haja uma etiologia definida, dificuldades perceptuais são associadas ao Transtorno Fonológico (TF). A literatura tem apontado resultados divergentes tanto sobre o desempenho perceptual de crianças com e sem TF, quanto sobre uma possível correlação entre grau de gravidade do TF e o desempenho perceptual. Objetivos: (a) comparar o desempenho perceptivo-auditivo na identificação das sonorantes em crianças com e sem Transtorno Fonológico e nos diferentes graus de TF; (b) verificar se o desempenho perceptual das crianças com e sem TF depende das subclasses (nasais, líquidas laterais e não laterais) e, dentre as crianças com TF, se o desempenho é dependente do grau de gravidade; e (c) correlacionar o desempenho perceptivo-auditivo das crianças com TF e o seu grau de gravidade. Método: Neste estudo participaram 64 crianças, sendo 42 com e 22 sem TF (entre quatro e oito anos de idade) que realizaram o teste de identificação – instrumento de avaliação da identificação de contrastes fonológicos (PERCEFAL), no qual os participantes tiveram que escolher dentre duas opções de estímulos visuais, no computador, aquela que correspondia ao estímulo auditivo apresentado a cada um deles pelo fone de ouvido. Os dados das crianças com TF foram obtidos do banco de dados e, os das crianças típicas por meio de coletas realizadas em escola e ONG.Os critérios de análise envolveram: (a) acurácia perceptivo-auditiva (% de acertos, erros e não repostas), (b) tempo de reação dos erros e acertos, (c) valor do PCC-r e (d) classificação do grau de gravidade. Resultados: Na comparação do desempenho perceptivo-auditivo entre os grupos, os resultados mostraram que não houve diferença estatística entre o grupo de crianças com e sem TF. A comparação entre o desempenho perceptivo-auditivo e o grupo de crianças com grau de gravidade mostrou que o grau severo se diferenciou dos demais graus pela menor porcentagem de acertos e maior tempo de reação (TR) dos acertos. Também, os resultados mostraram que para o TR dos acertos, a subclasse líquida lateral apresentou um tempo de reação inferior às nasais e líquida não lateral. Referente aos resultados da comparação das subclasses com os diferentes graus de gravidade, observou-se que o grau severo demonstrou uma diferença gradativa da porcentagem de erros entre as subclasses, menor porcentagem de acertos e maior TR dos acertos para líquida lateral e não lateral e, que o grau levemente moderado se diferenciou do moderadamente severo relativo à porcentagem de acertos e TR dos acertos. Os resultados também mostraram uma correlação negativa entre o valor do PCC-R (que indica o grau de gravidade), porcentagem de erro e TR dos acertos e, positiva para porcentagem de acertos. Conclusão: Não houve diferença entre os grupos com TF e típicas no desempenho perceptivo-auditivo na classe das sonorantes. Na análise do TR dos acertos entre os grupos com TF e típicas, houve menor tempo de reação para as líquidas laterais. O grau severo apresentou menor porcentagem de acertos e maior TR dos acertos. Também houve diferença entre as subclasses para o grau severo e a líquida não lateral apresentou menos acertos. Ainda o grau severo teve maior TR e para as classes das líquidas e, o grau de gravidade mostrou correlação com o desempenho perceptivo-auditivo. Ademais, deve-se considerar o grau de gravidade do TF, seus erros e acertos e as subclasses das sonorantes tanto na avaliação fonológica quanto na reabilitação de crianças com TF.