Encruzilhadas translíngues : uma vivência enativo-performativa afro-diaspórica em guia pedagógico para acolhimento de crianças em português

Resumo: Este artigo tem como objetivo revisitar uma atividade com o jongo Pisei na Pedra (2014) que figura no guia Nossa Casinha (no prelo), material destinado a educadores/as para a mediação de sequências didáticas (SD) de língua portuguesa com crianças em situação de migração/ refúgio. Avaliamos t...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Abreu, Marcella dos Santos, 1982-, Rocha, Claudia Hilsdorf, 1965-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1350610
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/12715
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Língua portuguesa - Estudo e ensino - Falantes estrangeiros
Translinguagem (Linguística)
Jongo (Dança)
Portuguese Language - Study and teaching - Foreign speakers
Translanguaging (Linguistics)
Enação
Jongo (Dance)
Artigo original
Diáspora africana
African diaspora
Descripción
Sumario:Resumo: Este artigo tem como objetivo revisitar uma atividade com o jongo Pisei na Pedra (2014) que figura no guia Nossa Casinha (no prelo), material destinado a educadores/as para a mediação de sequências didáticas (SD) de língua portuguesa com crianças em situação de migração/ refúgio. Avaliamos tal proposta de trabalho como uma forma de expressão afro-brasileira caracterizada pela integração de cantos, sons de tambores, dança coletiva e elementos de espiritualidade (Rufino, 2014). O cruzamento dessa assemblagem (Pennycook, 2017) com uma pedagogia enativo-performativa, que une as raízes biológicas e as raízes estéticas das linguagens poéticas (Maturana & Varela, 1987; Lecoq, 1997 apud Aden & Eschenauer, 2020), permitiu a criação de um quadro teórico-analítico translíngue, por meio do qual o jongo possa ser vivenciado e reverenciado como manifestação afro-diaspórica em práticas educativas antirracistas, na potência de sua composição estética, emergente, experiencial, corporificada e transformativa. Além disso, o confronto à compartimentalização, ao assimilacionismo e ao monolinguismo escriturístico, características que atravessam as práticas de linguagem do guia em análise, permite a expansão de possibilidades de trabalho no campo do português como língua adicional, ao proporcionar um olhar que acata a complexidade, a relacionalidade e a afetividade como elementos constitutivos de nossas vivências em educação linguística transformadora