Diagnóstico intra-operatório incidental de peritonite bacteriana espontânea ou bacterascite: impacto no pós-transplante de fígado
O transplante de fígado oferece aos pacientes com insuficiência hepática grave uma alternativa para aumento de sobrevida e qualidade de vida do receptor. Na presença de infecção ativa e não-controlada, existe a recomendação de postergar o transplante até que haja controle da infecção. Porém, é obser...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03102022-123244 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-03102022-123244/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bacterial infections and mycoses Death Fatores de risco Infecções bacterianas e fúngicas Infecções subclínicas Liver transplantation Óbito Peritonite Peritonitis Risk factors Subclinical infection Transplante de fígado |
| Sumario: | O transplante de fígado oferece aos pacientes com insuficiência hepática grave uma alternativa para aumento de sobrevida e qualidade de vida do receptor. Na presença de infecção ativa e não-controlada, existe a recomendação de postergar o transplante até que haja controle da infecção. Porém, é observado que há casos de peritonite bacteriana espontânea ou bacterascite incipientes diagnosticados a partir de líquido ascítico coletado no intra-operatório do transplante de fígado. O objetivo principal do estudo foi comparar a incidência de infecção bacteriana e/ou fúngica nos primeiros 30 dias pós-transplante de fígado, em pacientes com e sem peritonite bacteriana espontânea (PBE) ou bacterascite no intra-operatório do transplante. Foi estudada uma coorte retrospectiva com pacientes transplantados de fígado do Departamento de Transplante de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) no período de 01/01/2010 a 31/12/2017, cujo liquido ascítico foi enviado para citológico e cultura. Foi utilizada a análise de sobrevida pelo método de Kaplan-Meier e Regressão de Cox na análise multivariada, para determinar os fatores de risco para infecção pós-transplante e sobrevida. Foram analisados dados de 297 pacientes submetidos a transplante de fígado no período. Destes, 62 apresentaram PBE ou bacterascite no líquido ascítico do intra-operatório, e o grupo com líquido ascítico negativo incluiu 235 pacientes. A maioria dos pacientes eram do sexo masculino, com mediana de idade de 53 anos, e MELD funcional de 24. A causa da cirrose mais frequente foi hepatite C crônica, seguida de cirrose de etiologia alcoólica. Na análise multivariada não encontramos associação entre a presença de PBE ou bacterascite e ocorrência de infecção no primeiro mês pós transplante. Adicionalmente, verificamos que pacientes com colonização por agente multirresistente pré-transplante, e aqueles com necessidade de reoperação apresentaram maior taxa de infecção nos primeiros 30 dias após transplante. Quanto à sobrevida, também não encontramos diferença entre os dois grupos nas análises com 30, 60, e 365 dias. Idade, tempo de cirurgia, colonização por agente multirresistente adquirida previamente ao transplante, e disfunção precoce de enxerto (segundo critérios de Olthoff) são fatores de risco para óbito. Em conclusão, PBE e bacterascite subclínicas não foram fatores de risco significativos para a ocorrência de infecção pós-transplante ou óbito; reoperação e colonização por agente multirresistente foram preditores significativos para ocorrência de infecção pós-transplante; disfunção do enxerto segundo critérios de Olthoff, idade, tempo de cirurgia, e colonização por agente multirresistente adquirida previamente ao transplante foram preditores significativos para pior sobrevida. Por fim, os microorganismos causadores de bacterascite ou PBE no intraoperatório não foram os mesmos agentes de infecção pós-transplante |
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