Membranas poliméricas para remoção de desreguladores endócrinos em amostras aquosas

Diversos compostos químicos são produzidos e utilizados mundialmente em larga escala para diferentes finalidades, aumentando a quantidade de resíduos que podem chegar aos corpos d’água. Os compostos desreguladores endócrinos (EDC), tais como os hormônios, são considerados contaminantes emergentes po...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nectoux, Aline da Silveira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/197344
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/197344
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Membranas poliméricas
Contaminantes emergentes
Compostos desreguladores endócrinos
Polymeric membranes
Emerging contaminants
Endocrine disruptor compounds
Descripción
Sumario:Diversos compostos químicos são produzidos e utilizados mundialmente em larga escala para diferentes finalidades, aumentando a quantidade de resíduos que podem chegar aos corpos d’água. Os compostos desreguladores endócrinos (EDC), tais como os hormônios, são considerados contaminantes emergentes por serem detectados no meio ambiente em baixas concentrações e pelo fato de serem desconhecidos os efeitos nocivos que podem causar em longo prazo à saúde humana. Entre os EDC, os hormônios estrona (E1), 17β-estradiol (E2) e 17α-etinilestradiol (EE2) são considerados pseudo persistentes, pois embora apresentem curto tempo de meia vida, são diariamente excretados, acumulando-se nos corpos aquáticos, provocando sua contaminação. Tendo em vista que as estações de tratamento de água não foram projetadas para remover completamente tais compostos, esses contaminantes têm sido encontrados em águas brutas e águas destinadas ao consumo humano. Diversas técnicas podem ser empregadas para a remoção de analitos em níveis traço de amostras ambientais, no entanto destacam-se as técnicas de extração em fase sólida por membranas (SME) e a filtração por membranas. A preocupação em se obter materiais de baixo custo, fáceis de preparar e que apresentem alta eficiência de remoção, tornaram as membranas poliméricas produzidas por eletrofiação materiais bastante promissores. Diante destes aspectos, o presente trabalho visou preparar por eletrofiação membranas poliméricas utilizando os polímeros poliamida 6 (PA6), poli(Ɛ-caprolactona) (PCL), poli(ácido lático) (PLA) e poli(butilenoadipato-co-tereftalato) (PBAT) e aplicar na remoção de três hormônios em amostras aquosas: estrona, 17β-estradiol e 17α-etinilestradiol, utilizando a técnica de SME e filtração por membrana. A técnica de SME apresentou maiores porcentagens de remoção dos hormônios E1, E2 e EE2 quando se empregou as membranas de PCL e PBAT, enquanto para a técnica de filtração por membrana, as maiores porcentagens de remoção dos compostos foram obtidas para a membrana de PBAT. O método utilizado de HPLC-DAD para detecção dos hormônios apresentou coeficientes de correlação adequados e limites de detecção e quantificação compatíveis com as concentrações utilizadas neste trabalho. Desta forma, a utilização da membrana de PBAT para remoção dos hormônios E1, E2 e EE2, por meio da técnica de filtração, é realizada de uma forma rápida e simples. A membrana polimérica de PBAT produzida através da técnica de eletrofiação é tão eficaz quando uma membrana comercial de celulose na remoção e na recuperação dos hormônios estudados, além de apresentar menor custo de produção e possibilitar modificações internas e externas.