Efeito do galato de octila e da sinvastatina em modelos experimentais inflamatórios pulmonar e hepático: um estudo in vitro e in vivo

A inflamação crônica é a soma das reações do organismo como consequência da permanência do agente agressor que não foi eliminado pelos mecanismos da inflamação aguda. A resposta inflamatória descontrolada do indivíduo pode evoluir para sepse, que é uma síndrome complexa, de origem infecciosa e que t...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Haute, Gabriela Viegas
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/9286
Acesso em linha:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9286
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Neutrófilos
Linfócitos
Macrófagos
Galato de octila
Sinvastatina
Neutrophils
Lymphocytes
Macrophages
Octyl gallate
Simvastatin
CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Descrição
Resumo:A inflamação crônica é a soma das reações do organismo como consequência da permanência do agente agressor que não foi eliminado pelos mecanismos da inflamação aguda. A resposta inflamatória descontrolada do indivíduo pode evoluir para sepse, que é uma síndrome complexa, de origem infecciosa e que tem representado um grave problema epidemiológico para os sistemas de saúde em todo o mundo. Pacientes sépticos apresentam disfunções orgânicas, nas quais o pulmão e o fígado são importantes órgãos atingidos por essa síndrome. Desta forma, estes órgãos tornam-se alvos essenciais para a busca de novas terapias. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito do galato de octila (GO) e seu possível mecanismo de ação no tratamento da sepse e da lesão pulmonar aguda (LPA) e, também, o efeito protetor da sinvastatina (SV) em camundongos com LPA e em ratos cirróticos submetidos à ação do LPS. Primeiramente nossos resultados in vitro demonstraram que o GO inibe a liberação de espécies reativas de oxigênio (EROs), a formação de armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs, do inglês, neutrophil extracelular traps) e reduz o efeito do LPS sobre a apoptose de neutrófilos humanos. O GO mostrou também ação imunomoduladora, avaliada pela inibição da proliferação de linfócitos humanos. Entretanto, quando avaliamos sua ação em um modelo in vivo, em camundongos, o tratamento não diminuiu a mortalidade causada pela sepse. Nosso segundo estudo mostrou que o GO possui uma ação anti-inflamatória em um modelo in vitro utilizando macrófagos alveolares RAW 264.7 ativados por LPS. O tratamento diminuiu a expressão de marcadores inflamatórios, como óxido nítrico sintase (iNOS), interleucina-6 (IL-6) e interleucina-1β (IL-1β). Ao avaliar a ação do GO nos camundongos com LPA, o tratamento diminuiu a migração de células inflamatórias, a produção de citocinas inflamatórias e protegeu o tecido contra o estresse oxidativo. Quando avaliamos a ação da SV, observamos que houve uma diminuição dos marcadores inflamatórios, tais como iNOS, IL-1β e IL-6 em macrófagos alveolares ativados com LPS. Ao testar sua ação em camundongos com LPA, o tratamento diminuiu a lesão pulmonar, a migração de células inflamatórias e a liberação e expressão de citocinas inflamatórias. A SV também demonstrou preveniu danos ao fígado, secundários à inflamação sistêmica provocada por LPS. O LPS provocou uma disfunção da microvasculatura hepática e diminuiu a sobrevida dos animais cirróticos e, a SV preveniu essas alterações provavelmente por diminuir o estresse oxidativo.