Migração de orógenos e superposição de orogêneses: um esboço da colagem brasiliana no Sul do Cráton do São Francisco, SE - Brasil
O Orógeno Tocantins Meridional representa a pilha colisional de nappes entre três ambientes tectônicos principais (de WSW para ENE): domínio de arco magmático desenvolvido na margem continental ativa da Placa Paranapanema (Nappe Socorro-Guaxupé), domínio continental subductado (Terreno Andrelândia)...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2004 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Geologia USP. Série Científica (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/27389 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27389 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | geocronologia petrologia metamórfica migração de orógenos geochronology metamorphic petrology orogen migration |
| Sumario: | O Orógeno Tocantins Meridional representa a pilha colisional de nappes entre três ambientes tectônicos principais (de WSW para ENE): domínio de arco magmático desenvolvido na margem continental ativa da Placa Paranapanema (Nappe Socorro-Guaxupé), domínio continental subductado (Terreno Andrelândia) e domínios com afinidades de margem passiva e/ou relacionados à Placa Sanfranciscana (Sistema de Nappes Carrancas e Nappe Lima Duarte). O magmatismo relacionado ao período de subducção remonta a 670 Ma, com auge metamórfico (geoterma relaxada na margem ativa e perturbada no terreno subductado) há 625 Ma. A atividade de arco na margem ativa foi contemporânea à sedimentação tipo-flysch no Terreno Andrelândia. Os processos metamórficos e deformacionais da etapa orogênica controlada por colisão frontal migraram para ENE de ca. 620 a 580 Ma. A duração dos processos foi"instantânea" na nappe interna ocidental (ca. 7 Ma, com plutonismo pós-orogênico há 612 Ma) e perdurou por ca. de 20 Ma na nappe oriental de alta pressão. O terreno subductado registrou rápida velocidade de exumação (ca. 2,2 mm/ano). Atividades magmáticas superimpostas, controladas por regimes extensionais (Cinturão Itu) acompanharam a exumação do orógeno e precederam a instalação de bacias sucessoras continental-marinhas há 570 Ma. O Orógeno Araçuaí, relacionado à convergência entre a margem passiva oriental Sanfranciscana e o Terreno Juiz de Fora (microplaca em ambiente de margem ativa) registrou o auge metamórfico colisional no domínio interno há 563 Ma. A migração das nappes Araçuaí contra o domínio cratônico, com o pico térmico metamórfico há 530 Ma, reflete a superposição de eventos colisionais múltiplos no Sistema Orogênico Mantiqueira. O embasamento da borda cratônica foi regenerado no Cambriano e engajado ductilmente no orógeno. Cavalga o domínio de foreland, no Quadrilátero Ferrífero, caracterizado por sistema thin-skinned de cavalgamento segmentado por domos do embasamento e calhas sinformais das supra-crustais. A colisão oblíqua entre o Sistema Orogênico Mantiqueira e o protocontinente consolidado pelo Orógeno Tocantins Meridional foi responsável pelo metamorfismo facies xisto-verde baixo das bacias sucessoras e migrou para norte, de 555 a 500 Ma. A colagem orogênica brasiliana, no sul do Cráton do São Francisco, representou a interação entre etapas orogênicas curtas em um longo processo de convergência, consumo de placas e migração de orógenos até o limite Cambro-Ordoviciano. O último evento metamórfico pré-colagem no embasamento cratônico ocorreu entre 2,03 - 2,06 Ga provavelmente sob regime extensional. |
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