Os libri carolini: um estudo das relações entre Bizâncio, Roma e reino Franco a partir dos debates de imagens
A querela iconoclasta bizantina do século VIII já foi considerada a maior crise deste período e teve por consequência a legitimação dos ícones enquanto parte da tradição da Igreja. O fenômeno não esteve, no entanto, restrito ao mundo Oriental, tendo desencadeado reações tanto do papado, que se opôs...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-07062017-092832 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-07062017-092832/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Byzantine Empire Império bizantino Religião Religion Teologia Theology |
| Resumo: | A querela iconoclasta bizantina do século VIII já foi considerada a maior crise deste período e teve por consequência a legitimação dos ícones enquanto parte da tradição da Igreja. O fenômeno não esteve, no entanto, restrito ao mundo Oriental, tendo desencadeado reações tanto do papado, que se opôs ao iconoclasmo imperial desde seu início, quanto dos carolíngios, que se afirmavam enquanto um novo elemento entre os poderes cristãos. A reunião do concílio de Nicéia II, em 787, quando o culto aos ícones foi definido pela primeira vez como parte da tradição da Igreja, não foi bem recebida pela corte franca, que discordou tanto dos procedimentos quanto das decisões da assembléia, o que deu origem a um tratado, conhecido por libri carolini. Esta obra é sem dúvida um dos mais importantes trabalhos de teologia do governo de Carlos Magno, mas além disso, ele é uma tomada de posição do rei o tratado foi escrito em nome de Carlos Magno que não apenas reivindica a participação na resolução dos assuntos da fé, como se apresenta superior aos gregos, acusados no tratado de arrogância e entendidos como inaptos a interpretar de maneira correta as Escrituras, bem como os testemunhos dos Pais. Os LC são portanto não apenas uma demonstração da teologia de imagens carolíngia, mas um registro do posicionamento do futuro imperador do Ocidente. |
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