Avaliação do acometimento olfatório em pacientes com hanseníase
Introdução: O efeito da hanseníase sobre o olfato ainda não está totalmente estabelecido. Os estudos existentes que se baseiam apenas na percepção dos pacientes podem estar subestimando ou superestimando a mudança na percepção do olfato. O Teste de Identificação de Odores da Universidade da Pensilvâ...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual de Londrina (UEL) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UEL |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.uel.br:123456789/17957 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/17957 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Hanseníase Olfato Anosmia Transtornos do olfato Doenças nasais Deformidades adquiridas nasais Hanseníase - Transtorno de olfato Hanseníase - Doenças nasais Ciências da Saúde - Medicina Leprosy Smell Olfaction disorders Nose diseases Noses deformities Acquired Leprosy - Olfaction disorder Leprosy - Nasal diseases |
| Sumario: | Introdução: O efeito da hanseníase sobre o olfato ainda não está totalmente estabelecido. Os estudos existentes que se baseiam apenas na percepção dos pacientes podem estar subestimando ou superestimando a mudança na percepção do olfato. O Teste de Identificação de Odores da Universidade da Pensilvânia (UPSIT) é um método que continua a ser validado até os dias atuais, sendo considerado um teste padrão por ser psicofísico. Objetivos: Este estudo tem como objetivo ratificar a existência de envolvimento olfativo em pacientes com hanseníase e estimar sua prevalência por meio da aplicação de um teste psicofísico além de comparar os resultados com o grupo controle. Métodos: Foi realizado um estudo transversal, controlado, no qual foram recrutados indivíduos expostos (com hanseníase) e não expostos (sem hanseníase). Para cada indivíduo exposto (com hanseníase), selecionamos dois indivíduos controle (sem hanseníase). Controles e pacientes com hanseníase e sem histórico de infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) foram testados com o UPSIT. Foram considerados valores de p <0,05 e intervalo de confiança de 95%. Resultados: Recrutamos 108 indivíduos, 36 com hanseníase e 72 do grupo controle. A maioria dos pacientes com hanseníase apresentava disfunção olfativa [n = 33, 91,7% (IC 95%: 77,5%-98,3%)] vs. grupo controle [n = 28, 38,9% (IC 95%: 27,6%-51,1%)], mas apenas dois (5,6%) apresentavam queixas olfativas. A função olfativa foi significativamente pior entre os pacientes com hanseníase [UPSIT hanseníase = 25,2 (IC 95%: 23,1–27,3) versus grupo controle UPSIT = 34,1 (IC 95%: 33,0–35,3); p<0,001]. O risco de perda olfativa foi maior no grupo com hanseníase [OR: 19,5 (IC 95%: 5,18–105,70; p < 0,001)]. Conclusões: Este estudo observou que a disfunção olfativa foi altamente prevalente em pacientes com hanseníase, embora esses pacientes tivessem pouco ou nenhum autoconhecimento sobre a doença. O resultado implica que é importante avaliar o olfato em indivíduos infectados. |
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