É Londres, meu caro: o encontro de culturas em tradução 

Predominantemente representados a partir de imagens estereotipadas difundidas pelas grandes mídias internacionais, os povos árabes são sempre associados ao contexto de guerras, terrorismo e fundamentalismo religioso. Muito embora detenham uma cultura literária vastíssima, são pouco lidos através da...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alves, Jemima de Souza
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02102019-145717
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8159/tde-02102019-145717/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Arabic literature
Estudos da tradução
Hanan Al-Shaykh
Literatura árabe
Literatura migrante
Literatura pós-colonial
Migrant literature
Postcolonial literature
Translation studies
Descripción
Sumario:Predominantemente representados a partir de imagens estereotipadas difundidas pelas grandes mídias internacionais, os povos árabes são sempre associados ao contexto de guerras, terrorismo e fundamentalismo religioso. Muito embora detenham uma cultura literária vastíssima, são pouco lidos através da produção de seus grandes escritores, tendo sua identidade cultural construída a partir do que se diz nas manchetes jornalísticas. Considerando o potencial que a tradução tem de formar identidades culturais nas comunidades receptoras e constituir-se uma forma de resistência, inovação e mudança cultural, no presente trabalho, propomos a tradução de excertos do romance Innah London ya azz, da escritora libanesa Hanan Al-Shaykh. Temos por objetivo realizar uma tradução que reconheça e evidencie traços da alteridade e receba o Outro enquanto Outro. Embora também defendamos que nenhum texto é capaz de transmitir uma visão geral de outra cultura, mas, pelo contrário, provê elementos que, de certa forma, somam-se às imagens que representam uma cultura, de modo a manifestar elementos para autodefinição. Disto decorre que o texto traduzido nunca compreende completamente um gênero existente em uma certa cultura, mas contribui para o processo dinâmico do diálogo no sistema literário. Além disso, o texto traduzido não transmite o mesmo significado produzido na língua de partida, pois as interpretações possíveis são concebidas baseadas nos recursos e limitações presentes na língua, no imaginário social, e sistema literário da comunidade de recepção. Portanto, os efeitos produzidos através de um texto traduzido no sistema literário não podem ser previstos, embora funcione como uma força de representação da alteridade e de autorrepresentação.