Humanismo ou barbárie? : indivíduo e civilização nas teorias de Norbert Elias e Max Horkheimer

Esta dissertação é resultado de um estudo sobre os conceitos de indivíduo e civilização nas teorias de Norbert Elias e Max Horkheimer. Por meio da reconstrução de influências teóricas e pressupostos ontológicos e epistemológicos, esses dois autores – que viveram no mesmo contexto histórico e são her...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Bueno, Marília Pereira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/225286
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/225286
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Elias, Norbert, 1897-1990
Horkheimer, Max, 1895-1973
Indivíduo
Civilização
Sociologia
Individual
Civilization
Descripción
Sumario:Esta dissertação é resultado de um estudo sobre os conceitos de indivíduo e civilização nas teorias de Norbert Elias e Max Horkheimer. Por meio da reconstrução de influências teóricas e pressupostos ontológicos e epistemológicos, esses dois autores – que viveram no mesmo contexto histórico e são herdeiros da mesma tradição de pensamento – são colocados lado a lado de forma dialógica, com o objetivo de identificar possíveis convergências e divergências no que diz respeito ao tratamento dado a esses conceitos por cada um deles. A abordagem das teorias é feita a partir da ferramenta heurística do tripé civilizacional, formulada com elementos encontrados nas duas teorias e que permite a aproximação entre elas. Esse tripé é composto pelo surgimento (e robustecimento) de um aparelho de controle internalizado pelo indivíduo, pelo controle social exercido pelas instituições e pela dominação progressiva da natureza, que formam uma tríade de controles que caracterizaria, para ambos, a dinâmica do Ocidente – a dinâmica de desenvolvimento da civilização e do indivíduo. A investigação partiu da hipótese de que o indivíduo estaria presente como uma categoria normativa, ou seja, como uma camada de dever ser – um indivíduo que existe como ideia e incorpora as promessas da modernidade – pressuposta nas teorias dos autores, enquanto a civilização é tratada na dimensão do ser. Desse modo, o intuito da pesquisa foi investigar os diagnósticos do processo civilizador elaborados por esses autores de modo a avaliar em que medida cada um deles considera que esse processo teria ensejado as condições de possibilidade da realização concreta e universal desse indivíduo ideal.