Explorando a síndrome da fragilidade na insuficiência cardíaca : mediadores de wasting e ângulo de fase como potenciais marcadores

Introdução: Apesar da presença da fragilidade impactar no manejo e prognóstico de indivíduos com insuficiência cardíaca (IC), sua avaliação na prática clínica ainda é desafiadora e seus determinantes ainda não totalmente compreendidos. Objetivo: a) Avaliar a associação entre mediadores de wasting, f...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Ribeiro, Édina Caroline Ternus
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297900
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/297900
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Fragilidade
Prognóstico
Biomarcadores
Insuficiência cardíaca
Heart failure
Frailty
Prognosis
Descrição
Resumo:Introdução: Apesar da presença da fragilidade impactar no manejo e prognóstico de indivíduos com insuficiência cardíaca (IC), sua avaliação na prática clínica ainda é desafiadora e seus determinantes ainda não totalmente compreendidos. Objetivo: a) Avaliar a associação entre mediadores de wasting, fragilidade e prognóstico em indivíduos com IC e b) Verificar as implicações diagnósticas e prognósticas do ângulo de fase (AF) como marcador de fragilidade em indivíduos com IC. Métodos: Foram avaliados indivíduos adultos com diagnóstico estabelecido de IC, em atendimento ambulatorial. A fragilidade foi avaliada por meio do fenótipo de fragilidade. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos, mediadores de wasting (estado nutricional, consumo alimentar, inflamação, massa muscular), AF e prognóstico (mortalidade e hospitalização). Resultados: Em ambos os artigos a população se caracterizou com uma média de idade de 60±12 anos, sendo 67% homens. Artigo 1 (n=370): Mediadores de wasting, como estado nutricional alterado (Em risco/desnutrição - Razão de Prevalência (RP)=1,86, (1,18-2,94)), p=0,007), inflamação (RP=1,02, (1,00-1,04), p=0,021) e ingestão alimentar reduzida (RP=1,89, (1,23-2,90), p=0,003) aumentaram independentemente a prevalência de fragilidade. Modelo de árvore de decisão (algoritmo CART) identificou a redução na ingestão alimentar como o preditor mais forte de fragilidade. Ademais, a inflamação demonstrou ser o mediador mais consistentemente associado ao prognóstico (mortalidade por todas as causas (Hazard Ratio (HR)=1,04 (1,01-1,06), p=0,003), hospitalização por todas as causas (HR=1,02 (1,00-1,03), p=0,030), hospitalização cardiovascular (HR=1,02 (1,00-1,04), p=0,019) e hospitalização por IC (HR=1,02 (1,00-1,05), p=0,014). Também, a diminuição da ingestão alimentar foi associada à hospitalização por todas as causas (HR=1,78 (1,09-2,91), p=0,021) e menor número de refeições/dia foi associada a hospitalização por IC (HR=2,93 (1,38-6,19), p=0,005); Artigo 2 (n=340): Na avaliação da acurácia diagnóstica do AF este demonstrou uma área sob a curva de 0,714 (0,647-0,781), p<0,001 na identificação de fragilidade. Com base nas coordenadas das curvas ROC e considerando o ponto de equilíbrio entre sensibilidade e especificidade, foi identificado o ponto de corte do AF <5,8°. Este, em modelos multivariados, demonstrou associação independente com fragilidade (RP=1,846 (1,287-2,647), p<0,001) e hospitalização por IC (HR=2,517 (1,411-4,488), p=0,002). Quando analisado com valores contínuos, o AF demonstrou associação com todos os desfechos avaliados (para cada aumento de 1° houve redução no risco – variando entre 22,8-45,2%). Conclusão: A fragilidade na IC é fortemente influenciada por mediadores de wasting, destacando-se ingestão alimentar e inflamação como alvos centrais para melhorar o prognóstico. Ainda, o AF demonstrou acurácia na identificação de fragilidade e associação com desfechos clínicos relevantes. Esses achados fornecem informações importantes a respeito da relação entre fragilidade e IC e apontam potenciais alvos terapêuticos, além de oferecerem uma medida prática, acessível e não invasiva para estratificação de risco nessa população.