Crer e saber: relações de precedência e hierarquização
Um dos principais parâmetros para o estabelecimento de uma relação de precedência entre os termos crer e saber encontra-se compreendido na instância da enunciação. A antecedência sintática do crer em relaçãoao saber é apontada por Fontanille (1987, p. 55) como um dos pontos incontornáveis da distinç...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Estudos Semióticos |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/83512 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/esse/article/view/83512 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | crer saber precedência hierarquização enunciação Believing Knowing Precedence Hierarchy Enunciation |
| Sumario: | Um dos principais parâmetros para o estabelecimento de uma relação de precedência entre os termos crer e saber encontra-se compreendido na instância da enunciação. A antecedência sintática do crer em relaçãoao saber é apontada por Fontanille (1987, p. 55) como um dos pontos incontornáveis da distinção paradigmática entre crer e saber realizada por Greimas em Du Sens II (1983). De fato, podemos identificar que a antecedência sintática do crer encontra pertinência e aplicação quando nos voltamos às condições iniciais da comunicação intersubjetiva, em que estão pressupostos um “eu creio que” e, correlativamente, um “é preciso que você creia que eu creio que”. O estabelecimento de uma precedência dessa natureza forçosamente hierarquiza os termos no sentido de que ordena uma sequência para sua ocorrência no eixo cronológico em que o discurso se dá. Entretanto, ambas as modalidades, nessa abordagem, encontram-se no mesmo nível no percurso gerativo de sentido. Uma primeira evidência de que elas podem ocupar níveis distintos nesse percurso está no arranjo modal crer-saber, possível apenas graças à capacidade do crer em reger outro enunciado modal, característicaque o distingue das demais modalidades como aponta (Zilberberg, 2006, p. 160). Assim, buscamos discutir e analisar neste trabalho as relações de precedência e hierarquização que o crer e o saber podem assumir deacordo com a teoria semiótica da Escola de Paris. |
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