Estudo sobre o metabolismo de lípides em maratonistas com e sem dislipidemia
Introdução: A atividade física aeróbica reduz o risco cardiovascular, aumenta os níveis de apolipoproteína A-I (apoA-I) e do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-C), além de estar associada à melhora da funcionalidade da HDL, diminuindo assim o potencial aterosclerótico das partículas d...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03092025-171022 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-03092025-171022/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Dislipidemia Dyslipidemia Funcionalidade de HDL HDL functionality HDL-C Lipids metabolism Marathon Maratonistas Metabolismo de lípides Reatividade vascular Vascular reactivity |
| Resumo: | Introdução: A atividade física aeróbica reduz o risco cardiovascular, aumenta os níveis de apolipoproteína A-I (apoA-I) e do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-C), além de estar associada à melhora da funcionalidade da HDL, diminuindo assim o potencial aterosclerótico das partículas de lipoproteína de baixa densidade (LDL). Presume-se que os exercícios físicos de alta intensidade e volume tenham os mesmos efeitos, entretanto os reais benefícios dessa prática são desconhecidos, em especial em atletas dislipidêmicos. Utilizando a maratona como modelo para exercício físico vigoroso de alto volume, este estudo teve como objetivo avaliar as diferenças na composição e tamanho da HDL, transferência de colesterol e reatividade vascular entre maratonistas com e sem dislipidemia, comparando-os com sedentários. Métodos: Foram incluídos homens maratonistas, com (n=20) ou sem dislipidemia (n=13), e sedentários, com (n=17) ou sem dislipidemia (n=12), pareados por idade. Em todos os indivíduos, Lípides plasmáticos e apolipoproteínas (apo) foram determinados por kits comerciais. O tamanho do HDL foi avaliado pelo método de espalhamento dinâmico de luz a laser e a atividade da paraoxonase 1 (PON1) por método cinético. A concentração da proteína de transferência de colesterol esterificado (CETP) e da lecitina colesterol aciltransferase (LCAT) foi medida por kits comerciais, assim como a determinação da composição química da HDL, após sua separação por ultracentrifugação. A transferência de Lípides para HDL, por sua vez, foi avaliada incubando o plasma com uma nanopartícula artificial doadora de lípides contendo colesterol livre (CL) e esterificado (CE) radioativamente marcados, seguida de precipitação química das lipoproteínas ricas em apoB e contagem radioativa da fração HDL. Também foi realizado estudo da transferência de CL para HDL a partir de partículas ricas em triglicérides (TGRL) após lipólise pela lipoproteína lipase (LPL). A reatividade vascular foi mensurada pela alteração do diâmetro da artéria braquial em resposta à hiperemia reativa. Resultados: Maratonistas sem dislipidemia apresentavam índice de massa corpórea (IMC) menor que os outros grupos. As concentrações de HDL-C e os níveis de apoA-I eram mais altos nos maratonistas, enquanto os níveis de LDL-C e apoB eram mais altos nos grupos dislipidêmicos. Em relação à atividade da PON1, tamanho da HDL, concentração de LCAT e CETP e reatividade vascular, não foram observadas diferenças estatísticas. As transferências de CE e CL estavam maiores no grupo maratonista sedentário em comparação com os indivíduos sedentários sem dislipidemia (p=0,001 e p=0,024, respectivamente), sem diferença entre maratonistas com e sem dislipidemia. Houve uma tendência a maior transferência sob lipólise nos maratonistas (p=0,097). A avaliação da composição da HDL revelou maior conteúdo de CE e menos de triglicérides nos maratonistas. Correlações importantes foram observadas entre apoA-I e todas as transferências: tanto CE e CL quanto a de CL a partir de TGRL após lipólise (p<0,001, p<0,001 e p=0,011, respectivamente). Além disso, observamos correlação entre apoA-I e reatividade vascular (p=0,032). Conclusão: Maratonistas apresentam parâmetros compatíveis com melhor funcionalidade da HDL, a saber, melhor capacidade de transferência de colesterol para HDL e composição com maior percentual de CE e menor de triglicérides, características que persistem apesar da dislipidemia |
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