O cotidiano da morte nas freguesias de Cabaceiras e São João do Cariri - PB (1856)
O ano de 1856 trouxe muitas mudanças no cotidiano da morte com a chegada de um “hóspede indesejável”, o cólera. A epidemia de cólera se fez sentir fortemente em algumas Províncias do império brasileiro, notadamente na Paraíba, e em especial no interior, a partir das Freguesias de Cabaceiras e São Jo...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Paraíba (UFPB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpb.br:123456789/30972 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/30972 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA Epidemia do cólera - História - Cabaceiras/PB Cólera- Contexto epidêmico - Ritos fúnebres Morte - Ritos funerários Diseases Cholera epidemic Death Funeral rites |
| Sumario: | O ano de 1856 trouxe muitas mudanças no cotidiano da morte com a chegada de um “hóspede indesejável”, o cólera. A epidemia de cólera se fez sentir fortemente em algumas Províncias do império brasileiro, notadamente na Paraíba, e em especial no interior, a partir das Freguesias de Cabaceiras e São João do Cariri. Mudanças e/ou mesmo as permanências, naquele contexto epidêmico, que afetaram profundamente os ritos fúnebres. O que pode ser observado na documentação consultada por nós, as quais destacamos: os Relatórios de Presidente de Província, jornais, Livros de Óbitos, Testamentos e Inventários. Desse modo, observamos as estatísticas da doença; quais os preparos que a eminente morte trazia para a vida dos moribundos; como seus desejos eram cumpridos após a sua partida e quais transformações sociais foram trazidas para o âmbito dos sepultamentos. Foi com base na linha de pesquisa História e Regionalidades, do PPGH/UFPB, que percebemos como os documentos nos permitiram mostrar como Cabaceiras e São João do Cariri, ainda respiravam os costumes cristãos que ditavam os ritos da “boa morte”, através dos seus desejos fúnebres. Ao longo do trabalho percebemos como o estudo da morte, e seus contextos, por muito tempo foi observado unicamente com o olhar patológico e com fontes puramente médicas. Passar a problematizar as enfermidades enquanto produtos socioculturais abre um amplo panorama de pesquisas e de referências. Assim, analisar o cotidiano da morte, é, em última instância, uma questão que concerne dentro também do social, visto que permeia a vida e a realidade de qualquer pessoa, em detrimento de classe, raça, gênero, idade entre outros, torna-se, portanto, um fator de ligação em qualquer parte do globo, como acontecimento instransponível que é. |
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