Inventário de delicadezas: desenho, poesia e memória em Cecília Meireles

A tese propõe uma diferente leitura da obra poética de Cecília Meireles, levando em consideração a maneira admirável como trabalha com a questão visual. Sua poesia suscita o campo sensorial, seja na musicalidade dos versos, na coloração que atribui a objetos ou paisagens, ou na evocação puramente vi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Vivian Caroline Fernandes
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13022020-183741
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-13022020-183741/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cecília Meireles
Childhood
Desenho
Drawing
Infância
Palavra e imagem
Poesia
Poetry
Word and image
Descripción
Sumario:A tese propõe uma diferente leitura da obra poética de Cecília Meireles, levando em consideração a maneira admirável como trabalha com a questão visual. Sua poesia suscita o campo sensorial, seja na musicalidade dos versos, na coloração que atribui a objetos ou paisagens, ou na evocação puramente visual de cenas representativas da vida humana, dotadas de comoventes detalhes. Através de um levantamento de imagens de sua infância em Olhinhos de Gato, Giroflê, Giroflá, O que se diz e o que se entende, Criança, meu amor entre outros textos consultados, realizamos um percurso que mergulha na correspondência de procedimentos para a construção da poesia e do desenho de Cecília Meireles. Aprofundamos o olhar para o modo como Cecília constrói suas imagens, estabelecendo relação com as técnicas de composição do desenho, de maneira tal que ultrapassa a questão léxica, isto é, a poeta chega a jogar com linhas, sombra, luminosidade e massas de volume, e, assim pensa a imagem, define contornos, analisando visualmente as ideias; da mesma forma, ressaltamos em seus desenhos, a observação dos tipos humanos com expressão própria, força narrativa, ultrapassando a ilustração como representação de uma forma exterior, isto é, os gestos, adereços e pormenores são desenhados de maneira sensível, realizando uma síntese poética.