As transformações nas relações de amizade do imperador Juliano segundo suas ideias neoplatônicas (séc. IV d.C.)

No século IV d.C., o imperador possuía um papel central no governo do Império e precisava lidar com diferentes pessoas, principalmente com as elites romanas. Por isso, a compreensão da amizade na Antiguidade Tardia é fundamental para pensarmos as relações sociais e de poder deste período. Ao imperad...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Alves, Larissa Rodrigues
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/237531
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/237531
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Antiguidade Tardia
Imperador Juliano
Basileía
Neoplatonismo
Amizade
Late Antiquity
Emperor Julian
Neoplatonism
Friendship
Antigüedad Tardía
Emperador Juliano
Amistad
Descripción
Sumario:No século IV d.C., o imperador possuía um papel central no governo do Império e precisava lidar com diferentes pessoas, principalmente com as elites romanas. Por isso, a compreensão da amizade na Antiguidade Tardia é fundamental para pensarmos as relações sociais e de poder deste período. Ao imperador Juliano foram dedicados inúmeros estudos ao longo dos anos. Contudo, até a nossa Iniciação Científica, nenhuma destas pesquisas tinha colocado em discussão a temática da amizade. Nesse sentido, desejamos dar continuidade a esta tarefa durante o Mestrado. Analisando quarenta e oito das setenta e três epístolas de Juliano, durante a Iniciação Científica, fomos capazes de observar dois tipos de amizades descritos por este governante, associando-os aos vocábulos philía e amicitia, cada qual ligado ao seu respectivo universo cultural. Em nosso Mestrado, levantamos a hipótese de que as relações de amizade de Juliano sofreram alterações entre o momento em que ele atuou como César e quando governou como imperador. Queremos dizer com isto que ele começou a negligenciar o tipo de amizade associado à amicitia, no arco temporal de 355 e 363 d.C. Tais mudanças guardam relação com o seu aprofundamento nos estudos filosóficos, caracterizados por um neoplatonismo teúrgico da corrente de Jâmblico e pelos mistérios orientais. Consequentemente, a maneira como este imperador governava e concebia sua basileía também sofreu alterações. Para realizarmos nossa investigação, utilizaremos cinquenta e sete epístolas (incluindo as quarenta e oito da nossa Monografia) e cinco discursos de Juliano – a partir das traduções em grego/francês, grego/inglês e espanhol –, que são os seguintes: Carta para Temístio, o filósofo, Consolação a si mesmo sobre a partida do excelente Salústio; Hino à Mãe dos Deuses, Os Césares e Hino a Hélios Rei.